"...Vós o Sal da Terra e a Luz do Mundo..." - 08/02/2020 - Mateus 5, 13 – 16

Ser sal e luz do mundo, diz papa, é compromisso do cristão


No Angelus deste domingo, 9, o Papa Francisco meditou sobre o Evangelho deste 5º Domingo do Tempo Comum, no qual Jesus diz aos seus discípulos: “Vós sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo”
(Mt 5,13.14).

O Santo Padre destaca que esta frase surpreende, se pensarmos que quando Jesus disse isso, Ele tinha diante de si apenas pescadores, “gente simples”, mas explicou o Pontífice,  “Jesus os olha com os olhos de Deus, e sua afirmação entende-se como consequência das bem-aventuranças, como quem diz: se fordes pobres em espírito, mansos, puros de coração, misericordiosos … sereis o sal da terra e a luz do mundo!”

Francisco destaca que a própria lei judaica prescrevia para colocar um pouco de sal sobre cada oferta apresentada a Deus, como sinal de aliança. E a luz, para Israel, era o símbolo da revelação messiânica que triunfa sobre as trevas do paganismo.

Deste aspecto, o Papa ressalta a missão dos cristãos em relação a todos os homens: “com a fé e a caridade podem orientar, consagrar, fazer fecunda a humanidade”.

“Todos nós os batizados somos discípulos missionários e somos chamados a nos tornarmos no mundo um Evangelho vivo: com uma vida santa daremos ‘sabor’ aos diferentes ambientes e os defenderemos da corrupção, como faz o sal; e levaremos a luz de Cristo com o testemunho de uma caridade genuína. Mas se os cristãos perdem o sabor e se apagam, a sua presença perde a eficácia”, explicou o Santo Padre.

É, pois, muito bela a missão do cristão no mundo, acrescentou espontaneamente o Papa, ser sal e ser luz, sublinhando que o cristão não deve sê-lo apenas de nome. “Como quereis viver, perguntou aos presentes, como lâmpadas apagadas ou como lâmpadas acesas? E concluiu afirmando que “ser lâmpada acesa é a vocação do cristão”.

Após o Angelus, Papa Francisco recordou que nesta terça-feira, 11, Festa de Nossa Senhora de Lourdes, celebra-se o Dia Mundial do Doente. O Pontífice falou que a dignidade da pessoa não termina quando ela está fraca e necessita de ajuda, e explicou qual a postura dos cristãos para com os enfermos.

Fonte: Canção Nova Notícias

Apresentação de Jesus no Templo - 02/02/2020

O CAMINHO PARA DEUS E A VIDA SOLIDÁRIA

Padre Ivo Pedro Oro


A festa da Apresentação do Senhor no templo traz boas notícias para nós. Não basta vermos aí o testemunho de José e Maria, cumpridores das leis, que levavam a sério as normas de sua religião. 

Iluminados pela narrativa de Lucas que, mais do que relatar o fato ocorrido, ressalta uma verdadeira mensagem e ensinamento para nós. 

Aliás, em todo este “Evangelho da Infância” é bom que não vejamos uma reportagem tal e qual, mas sim ensino teológico e revelação do amor de Deus por nós.




Jesus pertence ao Pai


Apresentar o menino Jesus no templo é ofertá-lo ao Pai, é celebrar neste rito que Jesus a Ele pertence. O texto esclarece, mais uma vez, que Jesus nasceu pobre, numa família pobre. Por ocasião da “purificação”, as mães deviam ofertar um sacrifício: as mais ricas, um cordeiro; as mais pobres, um par de rolas ou dois pombinhos (Lev 12,8). 

Esta foi a oferta dos pobres, que Maria e José fizeram. Todo primogênito masculino era “consagrado ao Senhor”, pertencia a Deus. Somente mediante a oferta de um animal, o menino podia ser resgatado. “Ora, Lucas não fala dessa oferta. E assim descobrimos que Jesus foi entregue por seus pais ao Pai.” (Bortolini, 2006, p. 726). 

Que Jesus pertencia ao Pai será comprovado sempre pela sua prática e missão, bem como pela entrega de sua vida na cruz: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito.” (Lc 23,46).


Os testemunhos de Simeão e de Ana


Lucas, que omite propositalmente os sacerdotes de plantão, diz que Simeão, que não era sacerdote, foi ao templo; ele era um homem “justo e piedoso, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava com ele”. 

Com o menino nos braços, fez uma belíssima oração: “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar o teu servo partir em paz. Porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo, Israel”. 

Sintonizado com o sonho e a esperança dos pobres, certamente rezava, resistia e lutava para que chegasse o dia da salvação e libertação do povo. E, iluminado pelo Espírito, compreendeu que em Jesus esta promessa se realizava. 

E é ele, representante dos pobres, que apresenta Jesus ao Pai e abençoa os pais de Jesus. Alguns anos depois, Jesus confirma que veio para anunciar a boa nova aos pobres. (cf. Lc 4,18).

Simeão pode ser visto como “o início de um novo sacerdócio, ou seja, o sacerdócio dos que lutam pela justiça” (id., p. 727). 

O profeta Malaquias (3,1-4 – 1ª. leitura) anuncia: “Vai chegar ao Templo o Senhor que vocês procuram. O mensageiro da Aliança que vocês desejam. […] vai refinar e purificar os filhos de Levi, como ouro e prata, para que possam apresentar a Javé uma oferta que seja de acordo com a justiça”. Quem vai chegar, este menino, “vai ser causa de queda e de elevação para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição”. 

Como Ele é a luz das nações, toda a justiça brilhará como luz, e a injustiça será combatida.

Também Ana, senhora viúva e profetisa, de 84 anos, “falava do menino a todos os que esperavam a libertação em Jerusalém”. 

Servindo a Deus com jejuns e orações, ela alimentava o anseio da chegada do Salvador e de um novo tempo de dignidade para os pobres e excluídos. “Se queremos ter certeza da presença ou ausência de Deus, basta que olhemos para a prática da justiça: se ela ilumina a vida do povo, é porque Deus está aí como luz que brilha; se foi banida das relações sociais, é sinal de que o Deus verdadeiro foi expulso, e o que manda na sociedade são ídolos geradores de morte” (id., p. 726).


Jesus humano, solidário e libertador


A Carta aos Hebreus (2,14-18 – 2ª. leitura) nos faz compreender que “Jesus libertou os homens que ficavam paralisados por medo da morte”. 

O fato de Ele ter-se encarnado (“teve que ser semelhante em tudo a seus irmãos, para se tornar sumo sacerdote misericordioso”) é a grande prova do amor e da solidariedade de Deus para conosco: “Justamente porque foi colocado à prova e porque sofreu pessoalmente, ele é capaz de vir em auxílio daqueles que estão sendo provados”. 

“Portanto, os que lutam para vencer a morte não têm razão para desanimar: a morte já foi vencida por Jesus e continuará sendo vencida por Ele em todos os que o seguem.” (id., p. 728). 
Maria também não esmoreceu diante das dificuldades e forças de morte daquele tempo, nem se assustou com as palavras de Simeão: “Quanto a você, uma espada há de atravessar-lhe a alma. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações”.

Para concluir, reflitamos: em nossa vida e em nossa comunidade, vivemos uma solidariedade que nos impulsiona para derrotar as forças da morte? É a luz de Jesus que brilha em nossas opções de vida e escolhas cotidianas? Como respeitamos e acolhemos entre nós o sacerdócio e a profecia dos mais pobres e discriminados?

Padre Ivo Pedro Oro

Mestre em Ciência da Religião (UFJF) e especialista em Educação Popular e em Metodologia Pastoral. Autor e coautor de vários livros. Dedica atenção especial às questões socioculturais e religiosas.

Epifania do Senhor - 05/01/2020 - Mt 2,1-12

O universo inteiro aos pés de Jesus

Frei Clarêncio Neotti


Houve cientistas que saíram à procura da estrela que orientou os magos. Fizeram cálculos para mostrar o aparecimento no céu, de determinado cometa nessa época. Não há necessidade. 

Assim como os magos simbolizam a humanidade toda, a estrela simboliza o firmamento que desce das alturas para reverenciar seu Criador, agora na gruta de Belém. Trata-se de linguagem poética, facilmente compreensível. 

Afinal, Jesus não veio apenas salvar o homem, mas redimir a natureza inteira, incluídos os animais e os astros. Além do mais, esse texto foi escrito por Mateus, que procura mostrar a realização das profecias. E há uma no livro dos Números (24,17) que diz assim: “Eis que vejo, mas não agora, percebo-o, mas não de perto: de Jacó desponta uma estrela, de Israel se ergue um cetro”.

A ideia de os animais (representados pelo boi [vaca] e pelo burro), os astros (a estrela caminhante), as pedras (a gruta), as plantas (o feno) e, sobretudo, os homens de todas as raças e de todas as classes sociais (os pastores são os pobres e marginalizados; os reis magos, a classe alta) se achegarem ao Menino para adorá-Lo é um quadro lindo e necessário: o universo, criado por amor; inclina-se humilde e reverente diante do Criador que, por amor, fez-se criatura semelhante a todas as criaturas, sem deixar sua condição divina. 

Santo Agostinho viu nos pastores os homens de perto e nos magos viu os homens de longe: o perto e o longe se encontram hoje aos pés de Jesus, porque, a partir de agora, não existem distâncias possíveis para separar Deus e a humanidade, o Criador e as criaturas. E muito menos razão de separação entre os homens. 

“Todos são membros de um mesmo corpo, coparticipantes em Cristo Jesus” (Ef 3,6), como lemos na segunda leitura. É o mesmo São Paulo a nos lembrar (Ef l,lO) que esse Menino, deitado na manjedoura, “é a cabeça de todas as criaturas, tanto as que estão no céu quanto as que estão na terra”, por isso descem as estrelas, movimentam-se as criaturas racionais e irracionais e se encontram na gruta de Belém, para reconhecer o Senhor. A primeira leitura (Is 60,1-6) parece até a crônica desse encontro, em que as trevas e a luz se abraçam para desenhar a aurora da missão salvadora de Jesus e tudo e todos “proclamam as obras do Senhor”.

FREI CLARÊNCIO NEOTTI, OFM, entrou na Ordem Franciscana no dia 23 de dezembro de 1954. Durante 20 anos, trabalhou na Editora Vozes, em Petrópolis. É membro fundador da União dos Editores Franciscanos e vigário paroquial no Santuário do Divino Espírito Santo (ES). Escritor e jornalista, é autor de vários livros e este comentário é do livro “Ministério da Palavra – Comentários aos Evangelhos dominicais e Festivos”, da Editora Santuário.
(www.franciscanos.org.br)

Mensagem para o Dia Mundial da Paz/2020 - Papa Francisco


"A paz como caminho de esperança: diálogo, reconciliação e conversão ecológica" é o tema escolhido pelo Vaticano para a tradicional mensagem do Dia Mundial da Paz, que será celebrado em 1º de janeiro de 2020.


O texto, que foi divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Vaticano, trouxe como referência o Sínodo dos Bispos para a Amazônia, que foi feito em outubro, e a visita de Francisco ao Japão, em novembro.

"Uma má compreensão dos nossos próprios princípios muitas vezes nos levou a justificar os maus-tratos à natureza, a dominação despótica do ser humano sobre a criação, as guerras, a injustiça e a violência", lamentou o líder da Igreja Católica.

O Papa ainda afirmou que a humanidade precisa de uma "conversão ecológica", pois devemos "cultivar e manter para as gerações futuras os recursos naturais e muitas formas de vida e a própria Terra".

Na mensagem, Francisco diz que as guerras tiveram "uma capacidade destrutiva crescente" na humanidade e resultaram na "exploração e corrupção", que "alimentam o ódio e a violência".

"Não podemos pretender manter a estabilidade global por medo da aniquilação, em um equilíbrio mais do que nunca instável, suspenso à beira do colapso nuclear. [É essencial] Um relacionamento pacífico entre as comunidades e a Terra, entre o presente e a memória, entre experiências e expectativas", disse Francisco.

O Dia Mundial da Paz, celebrado no primeiro dia de cada ano, foi criado em 1967 pelo Papa Paulo VI.                       (fonte: ANSA-Brasil (Agência Italiana de Notícias - www.ansabrasil.com.br)


 Para acessar a íntegra do documento, direto do site do Vaticano, clique no link abaixo:


Os "Franciscos" e o Presépio (o Santo e o Papa)

Papa Francisco contempla o 
Mistério da Encarnação de Deus através do Presépio!


Venha partilhar da mesma emoção do Papa Francisco,
venha contemplar os Presépios da 26ª Exposição de Presépios do Valongo

Missa Solene de Inauguração: 15/12 (Domingo) 19h00