VIVA CRISTO REI! 23/11/2014

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(fonte: www.franciscanos.org.br)

Parábola dos Talentos - 16/11/2014 - Mt 25,14-30

Trecho de uma audiência de 2013, na qual o Papa Francisco fala a respeito da Parábola dos Talentos e o que representa para nós, cristãos.

"...
A segunda parábola, dos talentos, faz-nos meditar sobre a relação entre o modo como usamos os dons recebidos de Deus e a sua vinda, quando nos perguntará como os utilizámos (cf. Mt 25, 14-30).

Conhecemos bem a parábola: antes de partir, o senhor confia a cada servo alguns talentos, a fim de que sejam usados bem durante a sua ausência. Ao primeiro dá cinco, ao segundo dois e ao terceiro um. No período de ausência, os primeiros dois servos multiplicam os seus talentos — trata-se de moedas antigas — enquanto o terceiro prefere enterrar o seu talento e restituí-lo intacto ao senhor.

Quando regressa, o senhor julga a acção deles: elogia os primeiros dois, enquanto o terceiro é expulso para as trevas, porque teve medo e manteve escondido o talento, fechando-se em si mesmo. O cristão que se fecha em si próprio, que esconde tudo o que o Senhor lhe deu é um cristão... não é cristão! É um cristão que não dá graças a Deus por tudo o que recebeu! Isto diz-nos que a espera da volta do Senhor é o tempo da ação — nós vivemos no tempo da ação — o tempo no qual frutificar os dons de Deus, não para nós mesmos mas para Ele, para a Igreja, para os outros, o tempo no qual procurar fazer crescer sempre o bem no mundo. E em particular, nesta época de crise, hoje é importante não nos fecharmos em nós mesmos, enterrando o nosso talento, as nossas riquezas espirituais, intelectuais e materiais, tudo o que o Senhor nos concedeu, mas abrir-nos, ser solidários e atentos ao próximo.

Vi que na praça há muitos jovens: é verdade? Há muitos jovens? Onde estão? A vós, que estais no início do caminho da vida, pergunto: pensastes nos talentos que Deus vos concedeu? Pensastes no modo como Não enterrai os talentos! Apostai em ideais grandes, nos ideais que ampliam o coração, nos ideais de serviço que fecundarão os vossos talentos. A vida não nos é concedida para que a conservemos ciosamente para nós mesmos, mas para que a doemos. Caros jovens, tende uma alma grande! Não tenhais medo de sonhar coisas grandes!..."

Papa Francisco
Vaticano, Praça de São Pedro, Quarta-feira, 24 de Abril de 2013

Festa da Dedicação da Basílica de Latrão - 09 de novembro de 2014



A Basílica do Latrão é a catedral do Papa Francisco. Na sua origem antiga está a doação do Imperador Constantino ao Papa São Silvestre I. A Liturgia de hoje recorda-nos que o templo é um lugar sagrado onde ressoa a Palavra de Deus, mas, ao mesmo tempo, recorda-nos que Deus escolhe o coração humano como seu templo preferido: “Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito Santo habita em vós?” (1Co 3,16).

Ez 47,1-2.8-9.12 – O Profeta Ezequiel anuncia ao Povo exilado, que Deus vai reconstruir o templo destruído e dele brotará uma água viva e purificadora de toda a imundície humana. Em linguagem mística e simbólica, anuncia a obra redentora de Jesus.
1Co 3,9-11.16-17 – A Igreja é a construção de Deus, mas o fundamento sólido é Jesus Cristo; sobre este fundamente cada um de nós constrói o próprio templo. A pessoa humana é o templo vivo e preferido de Deus!
Jo 2,13-22 – Jesus purifica o Templo de Deus que estava em Jerusalém; fora profanado e transformado em casa de negócios! Daquele momento em diante, o “Templo de Deus” é Jesus Cristo mesmo! Nele é que o Pai habita e nele se realiza a salvação de todo o universo.

 Deus não recusa ou condena a igreja material, mas deixa claro que o seu templo preferido é Jesus Cristo e o coração humano onde habita o Espírito Santo. Deus não procura igrejas, mas templos vivos onde Ele possa ser adorado em espírito e verdade! Por isso, nossa Pastoral deve voltar-se, com preferência, às pessoas e não aos edifícios (igrejas). Deus é grande e não cabe numa igreja, mas quer e prefere habitar no coração humano, templo vivo de Deus vivo! Diz São Paulo: “Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus mora em vós?”
• Deus mora na Comunidade que se reúne em nome e no espírito de Jesus: “Eis aqui o “tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles” (Ap 21,3). Portanto, uma comunidade que se reúne em nome e no espírito de Jesus, é transformada em Templo vivo de Deus. Ele mora na comunidade reunida! Mais que entrar na igreja, precisamos estar unidos como uma Comunidade que se ama e se auxilia!
• O Templo de Jerusalém era o lugar sagrado; lá Deus ouvia as orações do povo e recebia os sacrifícios necessários para a purificação. Agora, o lugar sagrado para a oração e para o sacrifício, é o corpo de Jesus. Jesus é o templo vivo de Deus vivo: “Destruí este templo, e em três dias o levantarei!”. Jesus seria morto pelos judeus, mas após três dias Ele se levantaria, vivo, da sepultura!
• A igreja – templo material – merece respeito por ser Templo do Senhor. Não pode ser lugar de diversão, de negócios, de conversas (fofocas), mas lugar de oração. Igual respeito merece a pessoa humana, pois, ela também é templo vivo de Deus e nela mora o Espírito Santo. Não se pode profanar o templo vivo de Deus com violência, com bebedeiras e com prostituição: “Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá, pois o santuário de Deus é santo, e vós sois esse santuário!”

“Santificai, Senhor, a vossa Igreja!”

Frei João Carlos Romanini, OFMCap
 

25 de outubro - Salve São Frei Galvão!!

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