"Vá, e faça a mesma coisa" - Lc 10,25-37 - 13/07/2019

(*) Frei Clarêncio Neotti, OFM

A lição de Jesus está em dizer que a misericórdia exige que se deixe de lado o bem-estar pessoal para socorrer um necessitado. Mas suponhamos que se insista na desculpa de não se poder tocar no defunto, para melhor servir a Deus no culto, observando a lei. 

É justamente nesse ponto que Jesus dá a grande lição: o irmão necessitado tem precedência, e, se não lhe dermos precedência, nossa oração será falha e errado será nosso culto. Em outra ocasião, Jesus foi ainda mais explícito, citando o profeta Oseias (Os 6,6): “Quero misericórdia e não sacrifícios” (Mt 9,13 e 12,7). Jesus referia-se aos sacrifícios dos animais no templo. 

A misericórdia tem precedência até mesmo sobre a obrigação da Missa dominical.

Observe-se que Jesus não menciona a nacionalidade ou a religião do infeliz que caiu na mão dos ladrões. Mas fica claro que quem fez a pergunta era um doutor da lei, judeu, portanto. 

E os judeus, sobretudo os do partido dos fariseus, restringiam muito os que podiam ser denominados próximo: eram só os familiares, os que tinham o mesmo sangue, os compatriotas observantes da Lei Mosaica, os pagãos que adotassem as leis, a fé e as tradições judaicas, desde que circuncidados. 

Ficavam expressamente excluídos os estrangeiros, os que trabalhavam para estrangeiros, os inimigos de qualquer espécie, a plebe ignorante, os que exerciam certas profissões que facilitavam a impureza legal – a pesca, o pastoreio, o curtimento de couros -, os pobres e os leprosos. A lição de Jesus é clara, nova e forte: a misericórdia não tem fronteiras religiosas, geográficas ou de sangue. 

A misericórdia não faz restrições. É obrigação de todos.

(*) FREI CLARÊNCIO NEOTTI, OFM, escritor e jornalista, é autor de vários livros e este comentário é do livro “Ministério da Palavra – Comentários aos Evangelhos dominicais e Festivos”, da Editora Santuário.

"E vós, quem dizeis que Eu sou?" - Lc 9, 18-24 - 23/06/2019

Às vezes é perigoso sentir-se cristão “por toda a vida”, porque corremos o risco de não revisar nunca nossa fé e não entender que, definitivamente, a vida cristã não é senão um contínuo processo de passar da incredulidade para a fé no Deus vivo de Jesus Cristo.

Muitas vezes acreditamos ter uma fé inabalável em Jesus, porque o temos perfeitamente definido com fórmulas precisas, e não nos damos conta de que, na vida diária, o estamos desfigurando continuamente com nossos interesses e covardias.

Confessamo-lo abertamente como Deus e Senhor nosso, mas às vezes Ele não significa quase nada nas atitudes que inspiram nossa vida. Por isso, é bom ouvir sinceramente sua pergunta: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Na realidade, quem é Jesus para nós? Que lugar ocupa Ele em nossa vida diária?

Quando, em momentos de verdadeira graça, alguém se aproxima sinceramente do Jesus do Evangelho, encontra-se com alguém vivo e palpitante. Alguém que não é possível esquecer. Alguém que continua atraindo-nos apesar de nossas covardias e mediocridade.

Jesus, “o Messias de Deus”, nos coloca diante de nossa última verdade e se transforma, para cada um de nós, em convite prazeroso à mudança, à conversão constante, à busca humilde, mas apaixonada, de um mundo melhor para todos.

Jesus é perigoso. Nele descobrimos uma entrega incondicional aos necessitados, entrega esta que põe a descoberto nosso radical egoísmo. Uma paixão pela justiça que sacode nossas seguranças, covardias e servidões. Uma fé no Pai que nos convida a sair de nossa incredulidade e desconfiança.

Jesus é a coisa maior que nós cristãos temos. Ele infunde outro sentido e abre outro horizonte à nossa vida. Ele nos transmite outra lucidez e outra generosidade. Ele nos comunica outro amor e outra liberdade. Ele é nossa esperança.

Pe. José Antonio Pagola
Teólogo, Professor Universitário e Escritor.

Dia de Portugal/2019 - 16 de Junho - Domingo


Dia de Portugal em Santos terá festa no Centro Histórico

 Vai ter muita música, danças típicas, exposições, venda de artesanato e a tradicional gastronomia portuguesa na 10ª edição do Dia de Portugal, que acontece domingo (16), das 9h30 às 18h, no Largo Marquês de Monte Alegre, Centro Histórico.
Foto: Isabela Carrari/PMS

A maior festa da comunidade lusitana na Cidade tem início com a celebração de missa no Santuário Santo Antônio do Valongo, seguida do ato cívico.

Às 11h30, começam as apresentações musicais – a novidade desta edição será o Rancho Folclórico Infantil da Escola Portuguesa, primeiro a subir ao palco.

Programação do Dia de Portugal em Santos

A programação ainda contará com show de 13 grupos:
Filhos da Tradição, ranchos folclóricos Casa de Portugal de Praia Grande, Veteranos Apaixonados pelo Folclore, Verde Gaio, Fado por Acaso, Típico Madeirense, Tricanas de Coimbra, Vira Livre, Vasco da Gama, Portuguesa Santista e Cruz de Malta, Andreza Mariano e Banda, além da cantora de fado Ana Carla Lemos.

Durante a festa, os visitantes poderão conhecer o trabalho das bordadeiras do Morro São Bento e saborear pastéis de Belém e bolinhos de bacalhau. A venda dos tradicionais pratos será revertida à Escola Portuguesa. O Dia de Portugal é uma realização da Escola Portuguesa, com apoio da Prefeitura, Conselho das Comunidades Portuguesas e Consulado Geral de Portugal.

 (fonte: Jornal da Orla - 10/06/2019)

Festa de Santo Antonio/2019


Programação Musical 2019 

01/06 – Sábado: Daniel Prates

02/06 – Domingo: Rancho Folclórico Madeirense

06/06 – Quinta-feira: Cláudia França

07/06 – Sexta-feira: 2+1 Shows

08/06 – Sábado: Didi Gomes

09/06 – Domingo: Velha Guarda da X-9

10/06 – Segunda-feira: Cauby Shows 

11/06 – Terça-feira: a programar

12/06 – Quarta-feira: Sena Sopra Metais

13/06 – Quinta-feira: Banda Rara