Assunção de Nossa Senhora - 20/08/2017

Papa Francisco fala sobre a Assunção de Nossa Senhora.
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Hino de Gratidão aos Pais - 13/08/2017

Frei Almir Guimarães, OFM

• Do coração dos filhos brota, no segundo domingo de agosto, um hino de gratidão por esses homens que levam o nome de pai. Esse é tão belo que o Deus do céu o pediu emprestado para ele.

• Antes de ser pai, esse homem é esposo. No tempo da juventude encontrou uma mulher com a qual desejou criar vida comum, comunhão de sonhos, de corpos e de tudo. Essa mulher que chegou veio quebrar-lhe a solidão. Não é bom que o homem viva só. O marido é companheiro, amigo fiel de todos os momentos, parceiro de destino. Os filhos, pequenos e os filhos crescidos, sentem-se profundamente arrumados pro dentro quando têm a certeza de que existe um sólido amor entre o pai e a mãe. Sim, os pais começam a ser bons quando são ternos amigos da mãe de seus filhos. Certamente, uma das experiências mais doloridas que os filhos podem experimentar é a de ver o pai deixando a casa e interrompendo a caminhada venturosa de amor com a mãe deles.

• O pai é presença densa, presença de qualidade, presença forte e meiga no seio da casa. Não é apenas um provedor. Sua missão não consiste apenas em conseguir para sobrevivência de sua família. O que importa é a qualidade de sua presença. Os seres humanos chamados filhos e que enchem a casas são um dom de Deus confiado ao pai e à mãe. Os pais, na verdade, administram o presente que Deus lhes deu. Presença de qualidade. Presença forte mesmo quando tenha ocorrido a separação do casal.

• O pai sempre presente vai se tornando amigo e confidente. Aos poucos, conquista a confiança e a amizade dos filhos. Faz-se amigo de muito particular na turbulência da adolescência.

• Os pais não querem que seus filhos sejam cópia-xerox de sua vida. Eles observam o que vai acontecendo na vida dos filhos ao longo do tempo. Ajuda-os a discernir. Nada impõem. Importante que os filhos não sejam meros joguetes de circunstâncias nem adeptos de uma sociedade consumista e exploradora.

• O pai é como um vigia. Sim, o pai é vigilante sem ser autoritário, “castrador” ou déspota. Mas, não podem ser omissos, covardes e desatentos. Há valores que precisam ser abraçados. Necessário vigiar carinhosamente o crescimento da vida afetiva dos filhos para não venham eles a se machucar. Uma vigilância discreta e amorosa.

• O pai procurará também ser pai dos filhos que não gerou, mas que sua companheira trouxe de um união anterior. Não existe apenas o pai biológico, mas o pai que adota um filho e o conduz até os aposentos íntimos de seu coração.

• O pai da terra o ocupa-se também das coisas do Pai do céu. É alguém que anda numa séria busca do Senhor. Ele e a mulher criam em casa um espaço para que o Senhor possa entrar e sentar-se com a família à mesa da refeição. O pai não é um “beato”, mas alguém que denota uma inquietude de estar sempre na busca das estrelas. Os filhos ficam felizes de saber que se pai é amigo e confidente de Deus.

Capítulo das Esteiras "É preciso voltar a Assis"! - 03 a 06 de agosto de 2017 -



Capítulo das Esteiras
Família Franciscana de todo o Brasil reunida na "Casa da Mãe" em Aparecida-SP

"O tema que vai conduzir este Capítulo é “Levar ao mundo a misericórdia de Deus” e o lema convoca: “É preciso voltar a Assis!”. Frei Éderson explica a escolha: “Voltamos à experiência de oitocentos anos atrás – com a Igreja, a sociedade, com famílias profundamente machucadas, divididas por guerras em nome de Deus, de pessoas morrendo e sendo esmagadas em nome de Deus -, quando Francisco tem uma profunda intuição: é preciso levar todos ao paraíso. Francisco queria criar paraísos na vida das pessoas, nas relações entre as pessoas, entre as religiões. Ele queria criar paraísos que pudessem ser experiências de fraternidade, de respeito e de alteridade”, explica Frei Éderson".



O Joio e o Trigo - Mt 13,24-43 - 23/07/2017

 O trigo muda de cor, assumindo um tom amarelado até chegar ao palha, enquanto o joio permanece no seu verde sumo com rajas mais claras, como sempre foi; o trigo forma-se em pendão, elevando-se altivo, apontando para o céu, enquanto o joio se esparrama desfigurado, perdendo totalmente a forma de sua aparência inicial
O evangelho apresenta um Jesus muito tolerante. Isso pode até desagradar a quem gostaria de um Jesus mais radical. A Igreja parece tão pouco radical. Por que não romper de vez com os que não querem acompanhar? Ou será que a radicalidade do evangelho é outra coisa do que imaginamos? Neste evangelho (Mt 13, 24-43), Jesus descreve o Reino de Deus (o agir de Deus na história), em três parábolas. Na primeira, explica que junto com os frutos bons (o trigo) podem crescer frutos menos bons (o joio); é melhor deixar a Deus a responsabilidade de separá-los, na hora certa….Na segunda, ensina que o agir de Deus tem um alcance que sua humilde aparência inicial não deixa suspeitar (a sementinha).

Na terceira, adverte que a obra de Deus muitas vezes é escondida, enquanto na realidade penetra e leveda o mundo, invisivelmente, como o fermento da massa.

Nós gostamos de ver resultados imediatos. Somos impacientes e dominadores para com os outros. Deus tem tanto poder, que ele domina a si mesmo… Não é escravo de seu próprio poder. Sabe governar pela paciência e o perdão (1ª leitura). Seu “reino” é amor, e este penetra aos poucos, invisivelmente, como o fermento. Impaciência em relação ao Reino de Deus é falta de fé. O crescimento do Reino é “mistério”, algo que pertence a Deus.

No tempo de Mateus, a impaciência era explicável: espera-se a volta de Cristo (a Parusia) para breve. Hoje, já não é essa a razão da impaciência. A causa da impaciência bem pode ser o imediatismo de pessoas aparentemente “superengajadas”, e podemos questionar se muito ativismo é verdadeira generosidade a serviço de Deus ou apenas auto-afirmação. É preciso dar tempo às pessoas para que fiquem cativados pelo Reino. E a nós mesmos também. Isso exige maior fé e dedicação do que certo radicalismo mal-entendido, pelo qual são rechaçadas as pessoas que ainda estão crescendo.

Devemos ter paciência especial para com aqueles que, vivendo em condições subumanas, não conseguem assimilar algumas exigências aparentemente importantes da Igreja. Para com os jovens. Para com os que perderam a cabeça pelas complicações da vida moderna urbana, ou por causa da televisão, que pouco se preocupa em propor às pessoas critérios de vida equilibrada. Devemos dar tempo ao tempo… e entrementes dar força ao trigo, para que não se deixe sufocar pelo joio.

Em nossas comunidades, importa cativar os outros com paciência. Fanatismo só serve para dividir. Moscas não se apanham com vinagre. Importa ter confiança em Deus, sabendo que ele age, mesmo. E então nos sentiremos seguros para colaborar com ele, com “magnanimidade”, com grandeza de alma – pois é assim que se deveria traduzir o que geralmente se traduz com o termo desvirtuado “paciência”…. Deus reina por seu amor, e o amor não força ninguém, mas cativa a livre adesão.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
(fonte: www.franciscanos.org.br)