TREZENA DE SANTO ANTONIO 2015

Acompanhe a programação da Trezena de Santo Antonio pela página do Santuário no Facebook:




Este ano teremos uma Quermesse mais longa, com mais atrações e shows com artistas da região (confira em nossa página no Facebook, link acima). 

Nossa página sempre trará novidades sobre o que acontece na Trezena e na Quermesse. 

O evento acontece em um local coberto, com segurança, onde, após participar da parte litúrgica, tranquilamente, poderá saborear um delicioso caldo verde, porções e outras iguarias além de doces e salgados. E tem mais: com diversão para a garotada. 

Aguardamos sua visita.
 

“Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!" - Mc 16,15-20 - 17/05/2015

Depois da ressurreição, Jesus deixou sua missão terrena e subiu aos céus, confiando sua missão aos seus. E “o Senhor cooperava com eles” (evangelho). Depois da Páscoa, tudo mudou.

Antes, Jesus era o profeta rejeitado; depois, ele apareceu entrando na glória do Pai – que assim mostrou aos discípulos que Jesus teve razão naquilo que ensinou e realizou. Antes, Jesus chamava os discípulos para serem seus colaboradores; depois, ele é quem “coopera com eles”, pois agora sua obra está nas mãos deles.

O Ressuscitado mandou os discípulos anunciar a Boa Nova e lhes prometeu forças extraordinárias para cumprirem sua missão.  Quem se empenha corpo e alma pela causa de Deus faz maravilhas, enquanto o acomodado não consegue nada.

Movidos pelo amor ao Senhor, os apóstolos se jogaram na pregação, e coisas inimagináveis aconteceram. Ficamos  maravilhados ao ler de que foram capazes um José de Anchieta, uma Madre Teresa de Calcutá… A festa da Ascensão nos ensina a fazer de Jesus realmente o Senhor de nossa vida e a arriscar tudo para levar sua missão adiante – realizando o que parecia impossível. Pois ele coopera.

Coopera de modo extraordinário. Não que o extraordinário em si seja uma prova da divindade. No tempo de Moisés havia os feiticeiros do Egito e no tempo dos apóstolos, os taumaturgos judeus e pagãos.

O extraordinário, de per si, é ambíguo, alimenta o sensacionalismo, o “Fantástico”na televisão etc. Ora, na pregação, o extraordinário tem valor de sinal quando mostra que o Espírito do Ressuscitado impulsiona o mensageiro, quando faz  reconhecer Jesus como o Senhor e como aquele que coopera com aqueles que estão a seu serviço – como aquele que tem força para mudar o mundo, quando os seus se empenham por isso.

Mas esse poder não serve para glória própria. Serve para o amor, para o projeto pelo qual Jesus deu a vida. Jesus não veio para conquistar o poder, mas para servir e dar a vida pela humanidade.

Veio para manifestar o amor de Deus. Se manifesta o poder de Jesus-Senhor, a  evangelização deve, antes de tudo, demonstrar o amor de Jesus-Servo. O extraordinário, na evangelização, serve para manifestar que o amor de Deus, tornado visível em Jesus, tem a última palavra.

Atualizando, poderíamos considerar coisas que são, nesse sentido, extraordinárias: a transformação das estruturas de nossa sociedade, enferrujada em seu egoísmo; a vitória da justiça sobre a corrupção; a vitória da solidariedade e da dignidade humana sobre as muitas formas de vício e degeneração…

Há grupos religiosos que exibem mais “milagres” do que nós, católicos. Será que por isso devemos apostar mais nas coisas sensacionais? O extraordinário é um sinal, não a causa mesma que está em jogo.

É bom ter sinais, mas o mais importante é que a causa seja apresentada na sua integridade. E essa causa é o amor de Cristo que nos impulsiona. Extraordinário mesmo é o que, nas circunstâncias mais contrárias, fala desse amor. Aí, “Ele” aparece cooperando conosco.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
(fonte: www.franciscanos.org.br)

Dia das mães e 6° Domingo do Tempo Pascal - 10/05/2015

SOBRE O MATERNO MODO DE AMAR

Homenagem do site dos Franciscanos Menores.

Coletânea de textos sobre as mães. 

Clique na imagem para acessar o site dos franciscanos.

http://www.franciscanos.org.br/?p=84819




6° Domingo do tempo pascal - reflexão sobre o evangelho do dia (Jo 15,9-17)

O mandamento do amor


Neste domingo, a liturgia proclama, na 2ª leitura, a palavra do apóstolo João: “Deus é amor”. E o evangelho – continuação de domingo passado – apresenta Deus como a fonte do amor que animou Jesus a dar sua vida por nós, ensinando-nos a amar-nos mutuamente com amor radical.

”Deus é amor” não é uma definição filosófica. É a expressão da mais profunda experiência de Jesus. A experiência de Deus que Jesus teve foi uma experiência de amor. Essa experiência, ele a fez transbordar – sobretudo pelo dom da própria vida – sobre os discípulos, que a proclamaram para a comunidade.

“Como meu Pai me ama, assim também eu vos amo. Permanecei no meu amor. […] Este é meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 15,9.12). Amar é participar do mistério de Deus que se manifesta em Jesus. Amar, recebendo e dando amor. Pois o amor é dom que recebemos do Pai, no Filho, e missão que consiste em partilha-lo com os irmãos. Nisso está nossa alegria (15,11).

Aprofundemos mais esse dom gratuito do amor de Deus por nós. “Ninguém tem amor maior que aquele que dá a vida pelos seus amigos” (15,13). Amigos, não no sentido de parceiros (com interesses comuns, comparsas de máfia…), mas no sentido de amados  – amados por serem filhos de Deus.

O amor que se tem mostra-se no dom da própria vida. Isso se verifica em Jesus. Nele, “Deus nos amou primeiro”(1Jo 4,10). Não tínhamos nada a lhe oferecer, mas seu amor nos tornou amáveis.

O amor de Cristo por nós existe na comunhão total: Jesus nos revelou o que ele mesmo ouviu do Pai (Jo 15,15): na amizade de Cristo reinam plena clareza e transparência. Nada de manipulação ou de submissão.

Assim, quando Jesus nos envia para produzirmos fruto (15,17), isso não é uma carga que ele nos impõe, mas participação na missão que o Pai lhe confiou. Para isso, ele nos escolheu. Em Jesus, o amor de Deus nos escolheu.

Ora, amor é comunhão. Não vem de um lado só. Assim, como o amor de Deus veio até nós em um irmão, Jesus, assim ele frutifica nos irmãos e irmãs que amamos. Deus, fonte inesgotável de amor, não precisa de compensação pessoal por seu amor. Ele se alegra com os frutos que nosso amor produz quando comunicamos o amor em torno de nós (15,8).

Que Deus seja protagonista da criação do universo e da humanidade por amor é questionado hoje.  Não é o universo um caos que se organiza através de violentas explosões? Não é a vida animal e humana uma luta de sobrevivência na competição?

Este modo de ver está por trás da ideologia neoliberal. Nós respondemos: o amor não é dado, pacificamente, desde o primeiro dia da criação. Ele é a última palavra de Deus, e tem a forma de Jesus, que conheceu o conflito, mas venceu o ódio, sendo fiel até à morte, conseqüência do amor que ele mostrou e deixou como legado aos seus discípulos.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
(fonte: www.franciscanos.org.br)
(fonte: www.franciscanos.org.br)

Neste domingo, a liturgia proclama, na 2ª leitura, a palavra do apóstolo João: “Deus é amor”. E o evangelho – continuação de domingo passado – apresenta Deus como a fonte do amor que animou Jesus a dar sua vida por nós, ensinando-nos a amar-nos mutuamente com amor radical.

”Deus é amor” não é uma definição filosófica. É a expressão da mais profunda experiência de Jesus. A experiência de Deus que Jesus teve foi uma experiência de amor. Essa experiência, ele a fez transbordar – sobretudo pelo dom

da própria vida – sobre os discípulos, que a proclamaram para a comunidade. “Como meu Pai me ama, assim também eu vos amo. Permanecei no meu amor. […] Este é meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 15,9.12). Amar é participar do mistério de Deus que se manifesta em Jesus. Amar, recebendo e dando amor. Pois o amor é dom que recebemos do Pai, no Filho, e missão que consiste em partilha-lo com os irmãos. Nisso está nossa alegria (15,11).

Aprofundemos mais esse dom gratuito do amor de Deus por nós. “Ninguém tem amor maior que aquele que dá a vida pelos seus amigos” (15,13). Amigos, não no sentido de parceiros (com interesses comuns, comparsas de máfia…), mas no sentido de amados  – amados por serem filhos de Deus. O amor que se tem mostra-se no dom da própria vida. Isso se verifica em Jesus. Nele, “Deus nos amou primeiro”(1Jo 4,10). Não tínhamos nada a lhe oferecer, mas seu amor nos tornou amáveis.

O amor de Cristo por nós existe na comunhão total: Jesus nos revelou o que ele mesmo ouviu do Pai (Jo 15,15): na amizade de Cristo reinam plena clareza e transparência. Nada de manipulação ou de submissão. Assim, quando Jesus nos envia para produzirmos fruto (15,17), isso não é uma carga que ele nos impõe, mas participação na missão que o Pai lhe confiou. Para isso, ele nos escolheu. Em Jesus, o amor de Deus nos escolheu.

Ora, amor é comunhão. Não vem de um lado só. Assim, como o amor de Deus veio até nós em um irmão, Jesus, assim ele frutifica nos irmãos e irmãs que amamos. Deus, fonte inesgotável de amor, não precisa de compensação pessoal por seu amor. Ele se alegra com os frutos que nosso amor produz quando comunicamos o amor em torno de nós (15,8).

Que Deus seja protagonista da criação do universo e da humanidade por amor é questionado hoje.  Não é o universo um caos que se organiza através de violentas explosões? Não é a vida animal e humana uma luta de sobrevivência na competição? Este modo de ver está por trás da ideologia neoliberal. Nós respondemos: o amor não é dado, pacificamente, desde o primeiro dia da criação. Ele é a última palavra de Deus, e tem a forma de Jesus, que conheceu o conflito, mas venceu o ódio, sendo fiel até à morte, conseqüência do amor que ele mostrou e deixou como legado aos seus discípulos.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes