Assunção de Nossa Senhora


Quando os evangelistas tratam do relacionamento entre João Batista e Jesus, o fazem em uma perspectiva teológica, no sentido de afirmar a subordinação de João a Jesus. Na realidade, muitos discípulos de João Batista, após sua morte, ficaram à parte do movimento de Jesus, fiéis à figura de João. O realce da submissão de João a Jesus visa atrair estes discípulos para o movimento de Jesus.

No episódio da Visitação a supremacia de Jesus sobre João é colocada em evidência desde os ventres maternos. Duas mulheres, mães grávidas, cheias do Espírito Santo, se encontram e se regozijam pelo andamento dos fatos em cumprimento à vontade de Deus. Uma, Maria, esposa de
um operário de Nazaré, na Galileia, e outra, Isabel, esposa de um sacerdote do Templo de Jerusalém. Em seus ventres se concretiza o projeto salvífico de Deus. É do ventre feminino que brotam o Precursor e o Filho do homem, Filho de Deus eterno, que vem comunicar sua vida a todos.

Em resposta à saudação de Isabel, Maria pronuncia seu cântico, no qual, com brevidade, apresenta a obra salvífica de Deus, em relação a ela, à humanidade em geral e aos remanescentes de Israel.

Maria exalta a Deus e se alegra porque, nela, em sua humildade, Deus fez coisas grandiosas, concedendo-lhe a maternidade divina.

Em sua misericórdia para com os oprimidos, Deus dispensa os ricos poderosos e coloca o mundo nas mãos dos pobres famintos e humildes.

E com a mesma misericórdia acolhe, dentre os descendentes de Abraão, os remanescentes fiéis que buscam sinceramente a Deus. Maria manifesta sua fé humilde, consciente e comprometida com a causa dos pobres.

Oração

Pai, conduze-me pelos caminhos de Maria, tua fiel servidora, cuja vida se consumou, sendo exaltada por ti. Que, como Maria, eu saiba me preparar para a comunhão plena contigo.

Prof. Diácono Miguel A. Teodoro

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