Vem para fora!

Hoje, irmãos e irmãs, estamos diante do fato em que Jesus, após uma longa caminhada e devido à empatia que sentia pelos irmãos Lázaro, Marta e Maria, vai se declarar como Senhor da Vida quando afirma que é a “Ressurreição e a Vida”.

Vemos, então, que neste texto, o evangelista João faz uma prefiguração da morte e ressurreição de Jesus, que era o estava por vir, conforme testemunharemos o decorrer de todo o processo, conforme as celebrações que acontecerão entre os dias 17 e 24/04/2011

Deste modo, então, conforme a narrativa do evangelista João, na primeira parte temos o diálogo de Jesus com os discípulos, a partir da notícia da doença de Lázaro. Criando um estranho suspense, Jesus não reage de imediato a esta noticia, minimizando-a com a simples afirmação simbólica de que Lázaro dorme. Neste diálogo destaca-se a ameaça de morte que paira sobre o próprio Jesus a partir dos judeus.

Na segunda parte, veremos Jesus chegando em Betânia e, aí, temos o edificante diálogo de Jesus com Marta (cf. 29 jul), encerrando-se com a ressurreição de Lázaro.

Importante ressaltar que, em seu texto, o evangelista João com seu gênio literário apresenta uma detalhada e expressiva análise da ressurreição comunicada por Jesus. Aquele que Jesus ama, não está morto, mas é resgatado para a vida.

Na teologia paulina, conforme vemos na segunda leitura, pelo ato de fé, no batismo, morremos com Cristo para viver como ressuscitados em Cristo.

Na perspectiva do batismo de João (não confunda João – o Batista -, com João – o Evangelista-. assumido por Jesus, pela conversão, na prática da justiça, da fraternidade e do amor, já vivemos como ressuscitados.

As categorias escatológicas do morrer e ressuscitar, conforme a primeira leitura nos fala, deixam de ser uma realidade do último dia. Passam a ser uma realidade atual. Jesus é, na história, a ressurreição e a vida. Quem crê nele viverá, não morrerá jamais.

Prof. Diácono Miguel A. Teodoro
(http://www.teologiafeevida.com.br/)

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