Trezena de Santo Antonio/2011


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TREZENA DE SANTO ANTONIO DO VALONGO
31/05 – 13/06 - MISSAS TODOS OS DIAS ÀS 19h00.
QUERMESSE FAMILIAR EM ÁREA COBERTA.
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AGENDA MUSICAL

TER - 31/05 – DANIEL PRATES MUSICAL SHOW

QUA - 01/06 – DANIEL PRATES MUSICAL SHOW

QUI - DIA 02/06 - JONATHAN PRADO / GRUPO DOCES LEMBRANÇAS – CAUBY E ÂNGELA (COVER) /CANTAM O AMOR

SEX - DIA 03/06 - BANDA 7 E BANDA ABDIEL (GOSPEL)

SÁB - DIA 04/06 - FÁBIO E BANDA + MACACO PREGO

DOM - DIA 05/06 - GRUPO 2+1 SHOWS

SEG - DANIEL PRATES MUSICAL SHOW

TER - DIA 07/06 – OURO VERDE

QUA - DIA 08/06 – DIOGO & DANIEL – SERTANEJO UNIVERSITÁRIO

QUI - DIA 09/06 – BANDA MK 50 / JONATHAN PRADO

SEX - DIA 10/06 - SERGINHO ZIMBAUÊ E BANDA. –GRUPO DOCES LEMBRANÇAS

SÁB - DIA 11/06 - NINO E BANDA

DOM - DIA 12/06 – LUIS AMÉRICO

SEG - DIA 13/06 - FERNANDO NEGRÃO E BATERIA ESCOLA DE SAMBA VILA MATHIAS./ JONATHAN PRADO

Trezena Santo Antonio do Valongo - Grade de Shows

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TREZENA DE SANTO ANTONIO DO VALONGO
31/05 – 13/06 - MISSAS TODOS OS DIAS ÀS 19h00.
QUERMESSE FAMILIAR EM ÁREA COBERTA.
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AGENDA MUSICAL

TER - 31/05 – DANIEL PRATES MUSICAL SHOW

QUA - 01/06 – DANIEL PRATES MUSICAL SHOW

QUI - DIA 02/06 - JONATHAN PRADO / GRUPO DOCES LEMBRANÇAS – CAUBY E ÂNGELA (COVER) /CANTAM O AMOR

SEX - DIA 03/06 - BANDA 7 E BANDA ABDIEL (GOSPEL)

SÁB - DIA 04/06 - FÁBIO E BANDA + MACACO PREGO

DOM - DIA 05/06 - GRUPO 2+1 SHOWS

SEG - DANIEL PRATES MUSICAL SHOW

TER - DIA 07/06 – OURO VERDE

QUA - DIA 08/06 – DIOGO & DANIEL – SERTANEJO UNIVERSITÁRIO

QUI - DIA 09/06 – BANDA MK 50 / JONATHAN PRADO

SEX - DIA 10/06 - SERGINHO ZIMBAUÊ E BANDA. –GRUPO DOCES LEMBRANÇAS

SÁB - DIA 11/06 - NINO E BANDA

DOM - DIA 12/06 – LUIS AMÉRICO

SEG - DIA 13/06 - FERNANDO NEGRÃO E BATERIA ESCOLA DE SAMBA VILA MATHIAS./ JONATHAN PRADO

"Não vos deixarei órfãos..." - 29/05/2011

Neste domingo, mais uma vez refletimos sob a égide da narrativa do evangelista João, que nos apresenta, com todo seu carisma e um estilo literário harmonioso, o discurso de despedida de Jesus. Deve-se ressalta o cuidado do evangelista em nos pontar os principais temas da revelação: o amor do Pai e de Jesus; os mandamentos de Jesus e o novo mandamento do amor; o crer em Deus e em Jesus, Caminho, Verdade e Vida; o conhecer Jesus e o Pai; permanecer em Jesus; o dom do Espírito de Amor e o dom da vida eterna na comunhão com Jesus e o Pai, no Espírito.

No evangelho de hoje, em uma parte do trecho deste discurso, é retomado o tema dos mandamentos de Jesus e sua observância, e o dom do Espírito. Os mandamentos de Jesus se expressam em formas diversas: guardar a sua palavra, ter fé e praticar o que ele viveu, crer nele e ter a vida eterna, praticar a verdade, acolher seu testemunho, trabalhar pelo alimento que permanece para a vida eterna, servi-lo e seguir seu exemplo de serviço.

Todos seus mandamentos convergem para o seu novo mandamento: "Amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros" ( vejam: Jo 13,34.35; 15,12 – na liturgia do dia. 27 p.p).

A culminância dos mandamentos é o amor divino de Jesus a ser vivido pelos discípulos, em comunhão de vida eterna com o Pai. Associado a este amor está o dom do Paráclito, o Espírito da Verdade. O Pai dará este Espírito, ele permanece junto de nós e está em nós. Futuro e presente se unem, no dom do Espírito.

O Paráclito, palavra de origem grega, significa consolador ou defensor. O termo grego, em suas variantes, é abundantemente usado nos textos paulinos, com o sentido de consolo. É também usado algumas vezes em Lucas, e uma única vez nos sinóticos, na bem-aventurança dos que choram (observem Mt 5,4).

Importante frisar que: com a sentença: "Ainda um pouco de tempo e o mundo não mais me verá; mas vós me vereis, porque eu vivo, e vós vivereis", Jesus afirma sua permanência na vida divina e eterna e o dom desta vida àqueles que cumprem seu mandamento de amor.

A expressão "porque eu vivo" se diferencia da tradição sacrifical judaica-cristã segundo a qual Jesus morto na cruz transforma-se em um cadáver a ser reanimado novamente por sua ressurreição, tornado então Filho de Deus, como prêmio de seu auto-sacrifício.

Nesse sentido, o Espírito que nos é dado nos revela a presença de Jesus entre nós: "Não vos deixarei órfãos: eu voltarei a vós... Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai, e vós em mim, e eu em vós " – Jesus pré-anuncia o dia de Pentecostes que vivenciaremos no dia 12/06. A volta de Jesus, ele no Pai, os discípulos nele e ele nos discípulos, significa a comunhão de vida eterna com Deus já neste mundo, a partir da comunhão de amor.

Esse Espírito, soprado por Jesus sobre os apóstolos, nos será dado pela imposição das mãos, conforme nos ensina a primeira leitura, onde, para sua comunicação, Ele é apresentado como complemento ao "batismo de Jesus". Em sentido oposto, conforme estuda-se em Atos 10,44-48 (é preciso darmos continuidade à primeira leitura de hoje), quando Pedro, na Samaria, ainda falava, o Espírito Santo caiu sobre todos os que ouviam a Palavra. Então Pedro declara: "Poderia alguém recusar a água do batismo para estes que receberam o Espírito Santo, assim como nós?". Desta forma, Pedro determinou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo.

Contudo, sobre esse mesmo Espírito aprendemos, conforme a segunda leitura, que às comunidades que sofrem perseguições, é dado um estímulo a serem testemunhas de sua esperança, a partir do testemunho de Jesus, "morto, sim, na carne, mas vivificado no Espírito". Portanto, irmãos e irmãs, de acordo com a liturgia de hoje, aprendemos que o Espírito Santo de Deus é a garantia de nossa permanência na vida divina, seja no sofrimento ou na morte física.

Prof. Diácono Miguel A. Teodoro
(http://www.teologiafeevida.com.br/)

"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida"

No domingo passado, Cristo foi chamado a "porta das ovelhas". No Evangelho de hoje vemos com maior clareza por que Cristo é o acesso ao Pai: Caminho, Verdade e Vida. O sentido destes três termos, que constituem uma unidade (o Caminho da Verdade e da Vida) é apresentado através de uma pequena encenação.
Jesus inicia sua despedida dizendo que é uma viagem necessária, para lhes preparar um lugar, e que eles conhecem o caminho.

Tomé responde que não. Jesus explica que ele mesmo é o caminho da Verdade e da Vida, o caminho pelo qual se chega ao Pai. Toda pessoa piedosa quer conhecer Deus. Mas, nos diz João no prólogo de seu evangelho, ninguém jamais o viu... (Jo 1,18).

Agora, Jesus explica a Filipe, que lhe pede para mostrar-lhe o Pai: “Quem me vê, vê o Pai”. Em outros termos: em Jesus contemplamos Deus. Nosso perguntar encontra nele resposta, nosso espírito, verdade, nossa angústia, a fonte da vida. Neste sentido, ele mesmo é o caminho que nos conduz ao Pai e, ao mesmo tempo, a Verdade e a Vida que se tomam acessíveis para nós. “O Unigênito no-lo fez conhecer” (Jo 1,18).

Mas que significa conhecer, ver Deus em Jesus Cristo? Significa que, para saber como é Deus, o Absoluto da nossa vida, não precisamos contemplar outra coisa que a existência de Jesus de Nazaré, “existência para os outros”, à qual Deus imprimiu seu selo de garantia, no coroamento da Ressurreição. Muitas vezes tentamos primeiro imaginar Deus, para depois projetar em Jesus algo de divino (geralmente algo de bem pouco humano...). Devemos fazer o contrário: olhar para Jesus de Nazaré, para sua vida, palavra e morte, e depois dizer: assim é Deus — isso nos basta (cf. Jo 14,8-9). Ele está no pai e o Pai nele (14,11), e quem a ele se une, fará o que ele fez, e mais ainda, agora que ele se vai (14,12).

Somos conscientes da semelhança entre o rosto do Cristo e o rosto dos oprimidos. As palavras: “Quem me vê, vê o Pai”, pronunciadas na véspera da cruz, recebem entre nós uma atualidade especial. Quem tem medo de encarar os rostos dos pobres e sofridos no meio de nós não é capaz de conhecer a glória do amor do Pai, que se dá a ver no rosto coroado de espinhos de Jesus, o homem de Nazaré.

Na perspectiva deste evangelho, ganha um sentido bem especial o canto da entrada: Deus revelou sua justiça diante dos povos, a saber, na existência de Jesus Cristo, coroada pela ressurreição.

As duas primeiras leituras descrevem a constituição da comunidade do Cristo. A 1ª leitura, At 6, narra a conflituosa expansão da comunidade no meio dos judeus helenistas (que ganharam sua própria “administração” — os sete diáconos); e também no meio dos sacerdotes. O salmo responsorial comenta este episódio no sentido da providência de Deus para todos os seus. E a 2ª leitura, continuação da carta de Pedro (2,4-9), canta a dignidade do povo constituído em Cristo, construído com pedras vivas sobre a pedra rejeitada pelos construtores, que se tomou a pedra angular.

A oração do dia é inspirada em Jo 8,31ss: a liberdade dos filhos de Deus, filhos adotivos, por certo, mas verdadeiramente “gente da casa” para Deus, e herdeiros de sua graça e vida; é à realização escatológica dessa realidade que alude o começo do evangelho de hoje (“Na casa de meu Pai há muitas moradas”). O canto da comunhão inspira-se em Jo 15 (alegoria da videira, tema central deste domingo no ano B).

Do livro "Liturgia Dominical", de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
(http://www.franciscanos.org.br/)

As ovelhas o ouvem

No evangelho, Jesus narra uma parábola. Naquele tempo, os povoados tinham seu curral (redil) comunitário.

O curral tinha um portão, por onde os pastores entravam para chamar as suas ovelhas (que conheciam a voz de seu pastor), e por onde as ovelhas passavam para ir pastar. Mas também apareciam sujeitos que abriam uma brecha na cerca em vez de entrar pela porta: os ladrões.

Até aí a parábola (versos 1-5). Depois, Jesus explica: ele mesmo é essa porta por onde pastores e ovelhas devem passar. Pastor que não passa por ele, não serve para os fiéis. E também os fiéis têm de passar por ele para encontrar a vida que procuram.

Pastor mesmo é quem passa através de Jesus e faz o rebanho passar por ele. Neste sentido, as pregações apostólicas apresentadas nas leituras de hoje são eminentemente pastorais. São obra de pastores que passaram por Cristo e nos conduzem a ele e – através dele - ao Pai. Veja só, na 1ª leitura o apelo à conversão e a entrada no “rebanho” mediante o batismo, depois da pregação de Pedro. E, na 2ª leitura Pedro lembra aos fiéis que, outrora ovelhas desgarradas, eles estão agora junto ao verdadeiro pastor, Jesus.

O sentido fundamental da pastoral é ir aos homens por Cristo e conduzi-los através dele ao verdadeiro bem. As maneiras podem ser muitas; antigamente, mais paternalista talvez; hoje, mais participativa.

Mas pode-se chamar de pastoral uma mera ação social ou política associada a setores da Igreja ou a suas instituições? Isso ainda não é, de per si, pastoral. Para ser pastoral, a atuação precisa ser orientada pelo projeto de Cristo, que ele nos revelou dando sua vida por nós.

Nesta ótica, os pastores devem ir aos fiéis (não aguardá-los de braços cruzados), através de Cristo (não através de mera cultura ou ideologia), para conduzi-los a Deus ( e não apenas à instituição da Igreja), fazendo-os passar por Cristo, ou seja, exigindo adesão à prática de Cristo. E os fieis devem discernir se seus pastores não são “ladrões e assaltantes”. O critério para discernir isso é este: se eles chegam através de Cristo e fazem passar os fiéis por ele.

Pelas palavras do Novo Testamento, parece que toda salvação passa por Cristo. Mas isso deve ser entendido num sentido inclusivo, não exclusivo.

Todo caminho que verdadeiramente conduz a Deus, em qualquer religião e na vida de “todos aqueles que procuram de coração sincero”(Concílio Vaticano II; Oração Eucarística IV), passa de fato pela porta que é Jesus.

Portanto – e é isso que acentua o evangelho de João, escrito para pessoas que já aderiram à fé em Jesus: não precisam procurar a salvação fora desse caminho. Isso vale ser repetido para os cristãos de hoje. Por outro lado, não é preciso que todos confessem o Cristo explicitamente; basta que, nas opções da vida, eles optem pela prática que foi, de fato, a de Cristo.

Agir como Cristo é a salvação. E é a isso que a pastoral deve conduzir.

Do livro "Liturgia Dominical", de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
(fonte: http://www.franciscanos.org.br/)

Fica conosco Senhor!

Noticiários recentes dão conta de que cada vez mais a vida, como um dom precioso, necessita de respeito incondicional e nada nem ninguém tem o direito de atentar contra qualquer forma de vida. Na última semana ocupou espaço na mídia mundial a morte de Ozama Bin Laden. No que pese sua conduta e condição de chefe de uma organização terrorista e das inúmeras mortes patrocinadas por grupos de extermínio liderados por fanáticos e fundamentalistas, nada justifica essa contínua neurose pela vingança e pela morte de quem quer que seja.


Outra situação que tem incomodado a todos, especialmente no Brasil, nas últimas semanas, se deu em torno do abandono de Crianças recém nascida. Em ambas as circunstâncias fica evidente que o ser humano tem uma sensibilidade extraordinária e uma capacidade de indignação diante de fatos desta natureza.

Na liturgia deste domingo a Palavra de Deus nos leva a refletir sobre a realidade da morte, sobretudo, da morte em condições não aceitáveis e sem aparente justificativa. Diante de tal fato a indignação, a desolação e o descrédito são muito mais amplamente sentidos.

No caso dos discípulos de Emáus, como é conhecido o texto do Evangelho de hoje, os dois estavam completamente desiludidos e incapazes de compreender as razões para tamanha barbaridade. Sem outra expectativa, depois que se passavam três dias da morte daquele que julgavam ser o messias, desistem de tudo. Deixam Jerusalém, deixam os amigos, abortam os sonhos e tomam outro destino. Até que Jesus se lhes dá a conhecer, só então o rumo de suas vidas vai, novamente, para outra direção.

A mesma realidade é descrita pelos Atos dos Apóstolos. Na palavra de Pedro o que aconteceu com Jesus é o sinal mais evidente de que Deus está com eles e que na realidade da morte e da ressurreição se encontra o sentido mais extraordinário do existir e do viver em comunhão. Na segunda leitura se confirma o que os apóstolos acreditavam: Por causa desta certeza, bastante tempo depois as comunidades continuaram sendo animadas a experimentar uma vida nova com total confiança em Deus, que a todos acolhe sem distinção.

Ontem como hoje, os batizados, e entre eles nós, que nos reunimos nesta santa assembleia, somos convidados às mesmas atitudes. Isto é, nos indignar com a morte, não aceitar e não facilitar condutas que produzam ou facilitem a falta de respeito para com as criaturas. A palavra de Deus deste domingo reforça o convite para uma vida diferente afinal de contas “fomos resgatados pelo precioso sangue de Cristo”.

Na figura de nossas mães, e de todos os que fazem a vida acontecer, podemos proclamar também nós como os discípulos de Emaús: “Senhor Fica conosco!”. Ou seja, em meio há tantos sinais de violência e desrespeito para com o ser humano, uma presença é necessária ser reconhecida. Que o Senhor, a exemplo dos discípulos de Emaús, por esta Eucaristia e pela Palavra que ouvimos nos coloque de novo na comunidade dos discípulos onde em companhia de todos possamos proclamar: Verdadeiramente o Senhor Ressuscitou e nós ressuscitaremos com Ele.

PROFESSOR PADRE ELCIO
(http://padreelcio.blogspot.com/)