"A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular" Mt. 21,33-43

A parábola era tão clara que os chefes dos fariseus entenderam a quem se referia. Deus – o proprietário – mandou seus servos – profetas – e sempre renovou por meio deles as exigências de sua Aliança.

Diante dessa recusa, Deus abrirá as portas a um novo povo: pecadores, cobradores de impostos, pagãos. Portanto, esta parábola é um síntese da história da salvação: Deus deu provas de extrema dedicação a seu povo.

A parábola da vinha tem todas as características de uma alegoria. Cada elemento tem um significado: Deus é o proprietário; a vinha é Israel; os servos são os profetas; os administradores são os judeus infiéis; os outros vinhateiros são os pagãos e os pecadores; o filho é Jesus.

Esta parábola mostra ainda uma violência constante e crescente contra os que Deus enviou como seus mensageiros, uns foram espancados, outros mortos, outros ainda apedrejados. A parábola deste domingo tem seu paralelismo nos outros dois evangelhos sinóticos – Marcos e Lucas -, e seu sentido é polêmico. Primeiro, quer ser uma condenação dos que, pela violência, queriam vencer os pequenos e pobres, julgando-se os mais fiéis administradores – doutores da lei, escribas, fariseus, zelotas -; depois, mostrando que o Reino de Deus não virá pela violência.

O sentido da parábola é claro: os judeus não aceitaram Jesus, que apresenta uma explicação pela sua morte na cruz. Todo o progresso que não alimenta o plano salvífico de Deus é fruto de destruição, que condena a existência humana e esvazia o sentido da vida.

Prof. Diácono Miguel A. Teodoro
http://www.teologiafeevida.com.br/

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