"Quem se humilha será exaltado" - Mateus 23,1-12 - 30/10/2011

Um pastor doente é um desastre para o rebanho. A liturgia de hoje chama à coerência de vida. Malaquias mostra a situação calamitosa dos sacerdotes do tempo. Jesus fala dos fariseus que pregam e não vivem. Para viver bem o sacerdócio é necessária profunda união entre a pregação e a vida.

A primeira vestimenta do sacerdote é a vivência da palavra na simplicidade de vida. A meta é deixar Jesus transparecer que continua nos ministro a fazer a vontade do Pai e dar a vida pelos irmãos.

A coerência que Paulo ensina são suas canseiras pelo evangelho com bondade, dando a própria vida. Somos convidados a amar nossos sacerdotes e não falar mal deles.

Ninho de cobras

Jesus enfrenta os responsáveis pela religião do povo. Jesus não era um bagunceiro que atacava para ver o barulho que fazia. Ele põe a mão na grave ferida que havia na instituição religiosa. Ele próprio era um perfeito cumpridor da lei, mas não no modo deles que tinham uma observância exterior e pior ainda, não viviam o que ensinavam. Não ensinavam errado. Viviam errado o que ensinavam certo.

O que queriam mesmo era aparecer. Deus mandava ter sempre diante dos olhos a Palavra. Então amarravam textos da Bíblia pelo corpo. Deus queria vida, não vitrine.

Esse evangelho pega pesado contra os que ensinam o povo de Deus, sejam sacerdotes, bispos, ministros etc… também aos da área civil. Deus quer de nós, como disse a primeira leitura que sejamos coerentes. A vida dupla não é um bom caminho.

Hoje há muita procura de roupas bonitas no altar (é bom, mas não é tudo), muito rito, muito salamaleque, quando Deus quer o culto do coração. Não dispensa a beleza, mas tem que ter, principalmente, a beleza interior.

Somos convidados também a amar os dirigentes do povo. Mas temos o direito de cobrar coerência de vida e vida mais santa.

Pe. Luiz Carlos de Oliveira, Redentorista
http://www.arquidiocesedefortaleza.org.br/

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