SAGRADA FAMÍLIA - MENSAGEM DO PAPA - DIA MUNDIAL DA PAZ - SANTA MÃE DE DEUS

Para este fim e início de ano temos vários textos que nos confrontam com nossa missão de católicos.

Para ler cada um deles clique no link correspondente e, para voltar a esta página, feche a página que foi aberta.

No dia 30/12 celebramos a Sagrada Família
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No dia 01/01/2013 temos a Mensagem do Papa sobre o Dia Mundial da Paz
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Também no dia primeiro do ano celebramos Nossa Senhora, Santa Mãe de Deus
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Não perca a Exposição de Presépios
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Um abençoado Ano Novo a todos.
Equipe PortalValongo

Exposição de Presépios - Valongo/2012

Assista a 2 videos sobre a Exposição de Presépios do Valongo.

A visitação vai de 3a. feira a Domingo, das 9h00 às 18h00, até 26 de Janeiro.

Para que essa exposição aconteça, a Ordem Franciscana Secular cede o espaço de sua capela e sacristia para a montagem e visitação.

Video do Jornal da Tribuna
 (clique no link acima)

Video do Youtube
(clique na imagem abaixo)



"... bem aventurada aquela que acreditou..." Lc 1,39-45 - 23/12/2012

Acesse as reflexões de Natal no site do Franciscanos:
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A irrupção do Mistério de Deus em nossa vida

Se, no domingo anterior, se podia dizer que os raios do Sol Iustitiae já abrasavam o horizonte, na liturgia de hoje, rodeada pelas antífonas “Ó” (2), se abrem as nuvens da madrugada. Irrompe em nossa humanidade, de modo indescritível e fascinante, a atuação definitiva do amor de Deus.

A oração do dia evoca todo o Mistério da Salvação, desde a anunciação do anjo a Maria até a Ressurreição do Cristo. O que celebramos no Natal não é apenas o nascimento de um menino, mas a irrupção da obra de Deus como realização definitiva da história humana.

A 1ª leitura tem o efeito de um aperitivo. Evoca o paradoxo da minúscula cidade de Belém, que, porém, é grande por causa de Javé, que cumprirá sua promessa de chamar novamente um “pastor” da casa de Jessé (pai de Davi). A pequena cidade toma-se sinal do plano inicial de Deus (“suas origens remontam a tempos antigos”; Mq 5,1). Não é a grandeza segundo critérios humanos, que é decisiva para Deus. Isso se mostra plenamente no mistério que se manifesta em Maria.

O evangelho de hoje abraça dois extremos: a humildade de uma serva, que vai ajudar sua prima no fim da gravidez, reforçada nesta disponibilidade por estar ela mesma grávida; e a grandeza de seu Senhor, que ela exalta no júbilo do Magnificat. Esta complectio oppositorum revela o mistério de Deus nela. Sua prima, Isabel, ou melhor, o filho desta, João, ainda no útero, toma-se porta-voz deste Mistério. Pois ele é profeta, ”chamado desde o útero de sua mãe”. Saltando no seio de sua mãe, aponta o Salvador escondido sob o coração de Maria. E Isabel traduz: “Tu és a mulher mais bendita do mundo e bendito é também o fruto de teu seio … Feliz és tu, que acreditaste”. Isabel sabe que o mistério de Deus só acontece onde é acolhido na fé, na confiança posta nele. Esta fé não é um frio e intelectual “Amém” a obscuridades lógicas, mas engajamento pessoal numa obra de dimensões insondáveis.

Um risco: uma mocinha do povo carrega em si o restaurador da humanidade. Mas Maria conhece o modo de agir de Deus. O Magnificat o demonstra (vale ler mais do que somente as palavras iniciais). Deus opera suas grandes obras naqueles que são pequenos, porque não são cheios de si mesmos e lhe deixam espaço.

O espaço de um útero virginal. O espaço de uma disponibilidade despojada de si.

O próprio enviado de Deus confirma esta maneira. “Eis-me que venho para fazer tua vontade”. Esta frase de Sl 40[39] realiza-se em plenitude no Servo por excelência, Jesus, que vem ao mundo para tomar supérfluos todos os sacrifícios e holocaustos, já que ele mesmo imola de modo insuperável sua existência, em prol dos seus irmãos (2ª leitura).

Serviço e grandeza, duas faces inseparáveis do Mistério de Deus cuja manifestação celebraremos dentro de poucos dias. Mistério do amor. Claro, amor é uma palavra humana. Deus é sempre mais do que conseguimos dizer. Dizem que o amor movimenta o mundo, mas é preciso ver de que amor se trata. O amor autêntico recebe sua força da doação. Num sentido infinitamente superior, se pode dizer isso de Deus também.

O que aconteceu em Jesus no-lo revela. Este amor de Deus para os homens ultrapassa o que entendemos pelo termo amor, mas é um amor verdadeiro, comparável quase com o amor dos esposos, quando autêntico: os céus que fecundam a terra, Deus que cobre uma humilde criatura com sua sombra. A liturgia não tem medo destas imagens. Fecundada pelo orvalho do Céu, a terra se abre para que brote o Salvador.
 Sugerimos que se procure reaproveitar as tradicionais “antífonas Ó” (17 a 23 de dez.), por causa de sua densidade simbólica e valor musical.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
www.franciscanos.org.br


"e nós, que devemos fazer?..." Lc 3,10-18 - 16/12/2012

A primeira parte do Evangelho de hoje (vers. 10-14) é uma seção própria de Lucas.

Pôr as pessoas a perguntar “o que devemos fazer” é habitual em Lucas (cf. Act 2,37; 16,30; 22,10): sugere uma abertura à proposta de salvação que vem de Deus.

João Batista propõe, então, três atitudes concretas para quem quer fazer a experiência de conversão e de encontro com o Senhor que vem: ao povo em geral, João Batista recomenda a sensibilidade às necessidades de quem nada tem e a partilha dos bens; aos publicanos, pede que não explorem, que não se deixem convencer por esquemas de enriquecimento ilícito, que não despojem ilegalmente os mais pobres; aos soldados, pede que não usem de violência, que não abusem do seu poder contra fracos e indefesos…

Repare-se como João põe em relevo os “crimes contra o irmão”: tudo aquilo que atenta contra a vida de um só homem é um crime contra Deus; quem o comete, está a fechar o seu coração e a sua vida à proposta libertadora que Cristo veio trazer.

Na segunda parte do Evangelho (vers. 15-18), João Batista anuncia a chegada do batismo no Espírito Santo, contraposto ao batismo “na água” de João.

O batismo de João é, apenas, uma proposta de conversão; mas o batismo de Jesus consiste em receber essa vida de Deus que actua no coração do homem, transforma o homem velho em homem novo, faz do homem egoísta e fechado em si um homem novo, capaz de partilhar a vida e amar como Jesus.

Faz-se, aqui, referência a essa transformação que Cristo operará no coração de todos os que estão dispostos a acolher a sua proposta de libertação: começará, para eles, uma nova vida, uma vida purificada (fogo), uma vida de onde o pecado e o egoísmo foram eliminados, uma vida segundo Deus.

Para Lucas, este anúncio do profeta João concretizar-se-á plenamente no dia de Pentecostes.

P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
www.dehonianos.org

"Preparai os caminhos do Senhor" Lc 3,1-6 - 09/12/2012


Seguindo um estilo literário usual da cultura grega, em seu tempo, Lucas, no prólogo de seu evangelho, afirma sua intenção de escrever "de modo ordenado" a sucessão dos fatos relativos a Jesus de Nazaré. 

Com isto ele pretende realçar o caráter histórico do acontecimento de Jesus. Contudo, na realidade, em seus textos, o caráter teológico lucano prevalece sobre o caráter histórico, deixando transparecer a sua interpretação pessoal.

Após as narrativas de infância de João Batista e de Jesus, Lucas procura situar, no tempo, o início do ministério de João, referindo-se a algumas datas dos governantes contemporâneos, tanto no poder civil como no poder religioso. Embora haja certa ambiguidade nestas datas, a intenção de Lucas, com estes marcos cronológicos, é inserir na própria história os acontecimentos envolvendo Jesus e, em Atos dos Apóstolos, as primeiras comunidades.

João prega no deserto, além-Jordão, isto é, fora da Judeia. Conforme a tradição criada pelo Primeiro Testamento, o "povo eleito" libertara-se da escravidão no Egito, dirigindo-se ao deserto em busca da terra prometida. Agora, João lidera a libertação em relação ao poder religioso do Templo e do sacerdócio de Jerusalém voltando ao deserto, invertendo e preparando "o caminho do Senhor" para uma nova terra, o Reino de Deus. Aquela que era considerada a terra prometida (primeira leitura), Israel, com sua teocracia, na realidade tornou-se uma terra de opressão e exploração da parte dos chefes de Israel sobre o povo. 

Lucas não dá grande realce ao batismo de Jesus por João, inserindo-o no conjunto de "todo o povo" que havia sido batizado, destacando, apenas o momento de oração de Jesus, quando o Espírito Santo desce sobre ele sob a forma de pomba, seguindo-se a proclamação: "Tu és meu filho; eu, hoje, te gerei", inspirada no Salmo 2, versículo 7. Assim, percebe-se que Lucas realça mais o caráter profético de João, com o anúncio da conversão (metanóia). 

É pela conversão à prática da justiça, na partilha e na solidariedade, na rejeição da corrupção e da violência, que o pecado é removido do mundo.  João Batista está inserido no projeto "daquele que começou uma boa obra" (segunda leitura) a ser plenificada em Jesus de Nazaré. A nova terra, o mundo novo possível, é marcada pela ternura de Jesus, pelos laços do amor. 

Com lucidez busca-se discernir e libertar-se das falsas ideologias emanadas do poder econômico. Com esperança busca-se um mundo melhor, tecendo-se a rede de relações sociais comunitárias em vista de implantar a justiça e estabelecer a Paz.
Prof. Diácono Miguel A. Teodoro
http://www.portal.teolfeevida.com.br

Caminhar ao Encontro do Senhor que vem - Lc 21,25-28.34-36 - 02/12/2012

Quando se aproxima uma visita esperada, a maioria das pessoas não dorme muito bem. Quando a visita é temida, as pessoas ficam inquietas. Quando é desejada, ficam agitadas … Porém, há uma diferença: a tensão do medo paralisa, a tensão do desejo desperta a criatividade. O evangelho de hoje alude às duas atitudes. Anuncia cataclismos cósmicos, que encherão os homens de medo (Lc 21,26).

Mas para os cristãos tudo isso significa: “Coragem: vossa salvação chegou!” (21,28). Por isso, o cristão vive à espera “daquele dia” num espírito de “sóbria ebriedade”, fazendo coisas que ninguém faria, mas sabendo muito bem por quê.

Ora, nós esperamos uma visita querida e ficaríamos muito penados se o visitante não nos encontrasse despertos para sua vontade, mas apenas ocupados com nossas próprias veleidades. Como a moça que espera seu namorado chegar não mais pensa em suas próprias coisas, mas está toda em função dele, assim nós já não vivemos para nós, mas para ele que por nós morreu e ressuscitou (para vir novamente até nós).

Paulo descreve maravilhosamente essa realidade na sua carta escatológica por excelência, a 1 Ts (2a leitura). Na ânsia pela vinda do Senhor, sempre podemos crescer mais, e é ele que nos deixa crescer, para que sua chegada seja preparada do modo mais perfeito possível.

A idéia do crescimento é muito valiosa em nossa vida cristã. É o remédio contra o desespero e contra a acomodação: contra o desespero de quem acha que sempre será inaceitável para Deus; e contra a acomodação dos que dizem: “Ninguém é perfeito: portanto …” Não somos perfeitos, mas nem por isso a perfeição deixa de ser nossa vocação.

O caminho do cristão não consiste em uma perfeição alcançada e acabada, mas numa contínua conversão para a santidade de Deus, que é sempre maior do que nós. O importante é nunca ficarmos satisfeitos com o que fizemos e somos, mas cada dia de novo procurar voltar daquilo que foi errado e progredir naquilo que foi bom.

Assim, a idéia do dia definitivo não paralisa o cristão, mas o torna inventivo. Desinstala. Quem acha que já não precisa mudar mais nada em sua vida, não é bem cristão. Alguém pode achar que está praticando razoavelmente bem os deveres para com sua família, em termos de educação; para com seus empregados, em termos de salário; para com sua esposa, em termos de carinho e fidelidade; e até para com a Igreja, em termos de contribuição para suas necessidades financeiras; estando entretanto cego por aquilo que lhe é exigido para estruturar melhor a sociedade, para que a justiça seja promovida e não contrariada.

Tal pessoa deve ainda crescer muito. E ai se não quiser! Um jovem, por outro lado, pode perguntar-se, com o salmista: “Como pode um jovem conservar puro seu caminho?” Cresça, que aprenderá sempre melhor em que consiste a verdadeira pureza. Só nunca se contente com um “padrão aceitável” para a “sociedade”.

Portanto, a liturgia de hoje nos ensina o dinamismo do crescimento cristão, com vistas ao reencontro definitivo com nosso Senhor. Desde o primeiro domingo, marca a existência cristã com este sentido.

O homem e a sociedade sempre podem ser renovados. A 1a leitura nos lembra essa verdade fundamental. Jerusalém, no tempo pós-exílico, era não tanto o monte de Javé quanto um montão de problemas. Mas mesmo assim lhe é prometido um novo nome, sinal de uma realidade nova: “Deus nossa justiça” (Jr 33, 16).

Este texto confere, portanto, à expectativa cristã um toque comunitário. Assim podemos interpretar também a expressão da oração do dia, que pede para que alcancemos o reino celestial. Num reino, ninguém está só. Daí ser legítima a tradução do missal brasileiro: “a comunidade dos justos”. Um novo nome para Jerusalém, uma utopia válida para todos nós, eis o que nos impele ao encontro do Senhor que vem.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
(www.franciscanos.org.br)