"Coragem, sou eu. Não tenhais medo" - 10/08/2014 - Mt 14,22-33

Deus se manifesta em meio às dificuldades, aos ventos da tempestade.

Enquanto Jesus está em diálogo com o Pai, os discípulos estão sozinhos,em viagem pelo lago. Essa viagem, no entanto, não é fácil e serena… É de noite; o barco é açoitado pelas ondas e navega dificilmente, com vento contrário.

Os discípulos estão inquietos e preocupados, pois Jesus não está com eles…

Esse BARCO é a COMUNIDADE CRISTÃ:

A “noite” representa as trevas, a escuridão, a confusão, a insegurança em que tantas vezes “navegam” através da história os discípulos de Jesus, sem saberem exatamente que caminhos percorrer nem para onde ir…

As “ondas” representam a hostilidade do mundo, que bate continuamente contra o barco em que viajam os discípulos…

Os “ventos contrários” representam as resistências ao projeto de Jesus.

Os discípulos de Jesus se sentem perdidos, sozinhos, abandonados, desanimados, desiludidos, incapazes de enfrentar as tempestades que as forças da morte e da opressão (o “mar”) lançam contra eles…

É precisamente aí, que Jesus manifesta a sua presença.

Ele vai ao encontro dos discípulos “caminhando sobre o mar”.

O episódio reflete a fragilidade da fé dos discípulos, quando tiveram de enfrentar as forças adversas, sem a presença de Jesus na barca.

Os discípulos seguem a Jesus de forma decidida, mas se deixam abalar quando chegam as perseguições, os sofrimentos, as dificuldades…

Então, começam a afundar e a ser submergidos pelo “mar” da morte, da frustração, do desânimo, da desilusão…

No entanto, Jesus lá está para lhes estender a mão e para os sustentar.

Finalmente, a desconfiança dos discípulos transforma-se em fé firme: “Tu és verdadeiramente o Filho de Deus”.

Esse texto é uma CATEQUESE sobre a caminhada da Comunidade de Jesus, enviada à “outra margem”, para convidar todos para o banquete do Reino e a oferecer-lhes o alimento com que Deus mata a fome de vida e de felicidade dos seus filhos.

- A caminhada não é um caminho fácil.

A comunidade (o “barco”) dos discípulos deve abrir caminho através de um mar de dificuldades, pela hostilidade dos adversários do Reino e pela recusa do mundo em acolher os projetos de Jesus.

- Os discípulos devem estar conscientes da presença de Jesus.

O “fantasma” do MEDO desvanece e as crises de fé são superadas, quando aceitamos a presença de Deus em nossa vida pessoal e comunitária.

Ele continua a garantir: “Coragem! Sou Eu. Não tenhais medo”.

+ Dia do Padre: O padre também não está isento de “tempestades”, que se formam dentro e fora da Comunidade.

Nesse dia a ele consagrado, rezemos para que, nesses momentos em que possa ter a sensação de afundar no mar da frustração e do desânimo, possa perceber essa presença de Cristo, que vem ao seu encontro com palavras de esperança. “Coragem! Sou eu. Não tenhas medo!”

Quando Cristo entra na BARCA, o vento e as ondas param… e volta a tranqüilidade… a paz.

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa

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