Um Deus que morre de amor! 22/11/2015 - Jo 18,33b-37

                                                                                                                 Frei Almir Guimarães

Desde a nossa mais tenra idade fomos sendo levados a conhecer e amar a Cristo. Muitos, ao longo do tempo da vida, vão entrando em relação com o Cristo Ressuscitado na Igreja e fazem-se discípulos do Senhor, são súditos do Cristo Rei.

Jesus, o Filho de Maria, foi o primeiro na intenção de Deus. Desde toda a eternidade, no seio da Trindade, o Pai queria exteriorizar seu amor desmedido pelos homens através da encarnação do Filho. Antes que a criação existisse a humanidade de Jesus já estava no pensamento de Deus. O amor sem limites da Trindade se concretiza na encarnação do Verbo. Cristo Jesus é o primeiro no pensamento divino. Tudo para ele existe. Tudo para ele é criado. Esse Jesus encarnado, o Verbo feito carne, toma essa carne no seio de Maria. Ele é o primeiro na intenção de Deus. Ele é rei e centro de tudo. Para ele foram criados os espaços siderais, as plantas e as flores, os rios e os mares, a lua e o sol, o ancião que caminha curvado e a criança que agora vem à luz no meio da selva ou numa maternidade da cidade. Tudo é dele. Para ele tudo foi criado e tudo se sustenta em vista dele. Cristo é rei.

Temos a ideia de que os reis da terra sejam poderosos e potentes. Vestem-se com luxo e se cobrem com joias. Contam com soldados e vivem em fortalezas. Cristo é rei de maneira diferente. Nasce na singeleza e na pobreza. Vive no meio dos simples. Tem mesmo gosto de circular entre os sem vez e sem voz. Diz-se pobre e pobre é. Não tem mesmo uma pedra para reclinar a cabeça. Um rei com os pés empoeirados e o corpo cansado.

Pilatos interrogando a Jesus quer saber se ele é rei ouve a resposta: “Tu o dizes, eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto; para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.

No alto da cruz ele é o rei que morre de amor. Vemo-lo preso, amarrado, pregado, esse que era um missionário andarilho. Mal pode falar, aquele que era a Palavra. Aquele que é adorado pelos anjos se torna na cruz objeto de chacotas e brincadeiras de soldados. Sim, desde toda a eternidade ele foi o primeiro no pensamento de Deus e na cruz ganha toda credibilidade porque é um rei que morre de amor.

(fonte: www.franciscanos.org.br)

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