"Não temais..." Mt 10,26-33 - 25/06/2017 -

O tema central da nossa leitura é sugerido pela expressão “não temais”, que se repete por três vezes ao longo do texto (cf. Mt 10,26.28.31). Trata-se de uma expressão que aparece com alguma frequência no Antigo Testamento, dirigida a Israel (cf. Is 41,10.13; 43,1.5; 44,2; Jer 30,10) ou a um profeta (cf. Jer 1,8).

O contexto é sempre o da eleição: Jahwéh elege alguém (um Povo ou uma pessoa) para o seu serviço; ao eleito, confia-lhe uma missão profética no mundo; e porque sabe que o “eleito” se vai confrontar com forças adversas, que se traduzirão em sofrimento e perseguição, assegura-lhe a sua presença, a sua ajuda e protecção.

É precisamente neste contexto que o Evangelho deste domingo nos situa. Ao enviar os discípulos que elegeu, Jesus assegura-lhes a sua presença, a sua ajuda, a sua protecção, a fim de que os discípulos superem o medo e a angústia que resultam da perseguição. As palavras de Jesus correspondem à última bem-aventurança: “bem-aventurados sereis quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós” (Mt 5,12).

Este convite à superação do medo vai acompanhado por três desenvolvimentos.

No primeiro desenvolvimento (vers. 26.27), Jesus pede aos discípulos que não deixem o medo impedir a proclamação aberta da Boa Nova. A mensagem libertadora de Jesus não pode correr o risco de ficar – por causa do medo – circunscrita a um pequeno grupo, cobarde e comodamente fechado dentro de quatro paredes, sem correr riscos, nem incomodar a ordem injusta sobre a qual o mundo se constrói; mas é uma mensagem que deve ser proclamada com coragem, com convicção, com coerência, de cima dos telhados, a fim de mudar o mundo e tornar-se uma Boa Nova libertadora para todos os homens e mulheres.

No segundo desenvolvimento (vers. 28), Jesus recomenda aos discípulos que não se deixem vencer pelo medo da morte física. O que é decisivo, para o discípulo, não é que os perseguidores o possam eliminar fisicamente; mas o que é decisivo, para o discípulo, é perder a possibilidade de chegar à vida plena, à vida definitiva… Ora, o cristão sabe que a vida definitiva é um dom, que Deus oferece àqueles acolheram a sua proposta e que aceitaram pôr a própria vida ao serviço do “Reino”. Os discípulos que procuram percorrer com fidelidade o caminho de Jesus não precisam, portanto, de viver angustiados pelo medo da morte.

No terceiro desenvolvimento (vers. 29-31), Jesus convida os discípulos a descobrirem a confiança absoluta em Deus. Para ilustrar a solicitude de Deus, Mateus recorre a duas imagens: a dos pássaros de que Deus cuida (que revela a tocante ternura e preocupação de Deus por todas as criaturas, mesmo as mais insignificantes e indefesas) e a dos cabelos que Deus conta (que revela a forma particular, única, profunda, como Deus conhece o homem, com a sua especificidade, os seus problemas, as suas dificuldades).

Deus é aqui apresentado como um “Pai”, cheio de amor e de ternura, sempre preocupado em cuidar dos seus “filhos”, em entendê-los e em protegê-los. Ora, depois de terem descoberto este “rosto” de Deus, os discípulos têm alguma razão para ter medo? A certeza de ser filho de Deus é, sem dúvida, algo que alimenta a capacidade do discípulo em empenhar-se – sem medo, sem prevenções, sem preconceitos, sem condições – na missão. Nada – nem as dificuldades, nem as perseguições – conseguem calar esse discípulo que confia na solicitude, no cuidado e no amor de Deus Pai.

As últimas palavras (vers. 32-33) da leitura que hoje nos é proposta contêm uma séria advertência de Jesus: a atitude do discípulo diante da perseguição condicionará o seu destino último… Aqueles que se mantiveram fiéis a Deus e aos seus projectos e que testemunharam com desassombro a Palavra encontrarão vida definitiva; mas aqueles que procuraram proteger-se, comodamente instalados numa vida morna, sem riscos, sem chatices, e também sem coerência, terão recusado a vida em plenitude: esses não poderão fazer parte da comunidade de Jesus.


P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho - Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) |(fonte: www.dehonianos.org)

Noite dos Enamorados - 12/06/2017 - Segunda Feira


Nesta "Segundona" tem comemoração na Quermesse do Valongo, para você que é "Enamorada(o)" Para o Dia 12 de junho, teremos o "Jantar dos Enamorados" com show musical. Namoro é uma fase da vida a dois. Mas quem se gosta está sempre "Enamorado". Venha curtir. E, para quem ainda não tem namorado ou namorada, venha no dia 13 de junho, Dia de Santo Antonio, o mais famoso santo "casamenteiro" do mundo. Já tem família? Ótimo!... venha agradecer ou pedir por seus entes queridos, sua profissão, sua vida... Tem devoção e diversão para todos os gostos!

Dia de Portugal está chegando... Dia 11 de junho

Oitava edição da maior festa da comunidade portuguesa na região ocorrerá no Largo Marquês de Monte Alegre, em frente ao Santuário Santo Antonio do Valongo.


Um dia repleto de sons, cheiros, cores e tradições. Assim pode ser descrito o Dia de Portugal, que será realizado em 11 de junho (domingo). O evento está em sua oitava edição e já se consolidou como a maior festa da comunidade portuguesa na região, atraindo milhares de pessoas todos os anos.
A festa será no Largo Marquês de Monte Alegre, no Centro Histórico de Santos, das 9 às 18 horas. Haverá apresentações de fadistas, grupos musicais e ranchos folclóricos, além de artesanato, comidas típicas, os tradicionais e deliciosos doces portugueses e sorteios de brindes.
O evento, que é voltado para a comunidade portuguesa e os moradores da região, costuma atrair de três mil a cinco mil pessoas a cada edição. Famílias inteiras tingem de verde e vermelho o Centro Histórico da Cidade, ao lado do Santuário do Valongo e do Museu Pelé.
A programação cultural terá 13 apresentações. Fadistas, grupos musicais e ranchos folclóricos ligados à Portugal levarão ao palco modas cantadas e bailadas de diversas regiões de Portugal, com trajes genuínos e utensílios típicos. Uma oportunidade para portugueses, descendentes, santistas e turistas, que poderão conhecer melhor ou simplesmente matar saudade da rica cultura lusitana.
Mais do que uma ótima opção de lazer para crianças, jovens, adultos e idosos, o Dia de Portugal visa resgatar a cultura portuguesa na Baixada Santista e valorizar a forte influência lusitana na formação do povo e da cultura santista.
A fim de movimentar ainda mais o Centro Histórico e contribuir com a festa, restaurantes do entorno estarão abertos, servindo pratos típicos da culinária portuguesa.
Artesanato e comida
Durante todo o dia, quem quiser conhecer um pouco mais da cultura lusitana poderá visitar as tendas com artesanatos. Como nas edições anteriores, também estarão lá os famosos trabalhos manuais das Bordadeiras do Morro São Bento, que perpetuam em Santos a arte secular da Ilha da Madeira.
Sucesso de crítica e público, os tradicionais pratos típicos da culinária portuguesa também estarão à venda. Quem comprar, além de se deliciar com receitas doces e salgadas, ainda estará ajudando a Escola Portuguesa, que atende crianças carentes, e que receberá a renda obtida durante a festa.
Aqueles que quiserem guardar uma lembrança do evento também poderão comprar camisetas, canecas e chaveiros com a logomarca do Dia de Portugal.
E, como sempre, para que todos entrem no clima da festa e a colaborem para a deixar ainda mais bonita, os organizadores sugerem ao público que vá vestido com adereços ou roupas que lembrem as cores de Portugal.
Apresentações
A programação terá início às 9 horas, com missa no Santuário Santo Antônio do Valongo. Às 10 horas, haverá apresentação do Orfeão do Centro Cultural Português, seguida pela solenidade de abertura, às 10h30, com autoridades locais e representantes de entidades da comunidade portuguesa.
As apresentações musicais terão início em seguida, às 11 horas, e seguirão até as 18 horas. Os primeiros a subirem ao palco serão os integrantes do Rancho Veteranos Apaixonados pelo Folclore, seguido pelo Vira Livre, Rancho Folclórico Verde Gaio, Rancho Folclórico Infantil da Escola Portuguesa, Grupo Fado por Acaso, Grupo Folclórico Cruz de Malta, Andreza Mariano e Banda, Rancho Folclórico Típico Madeirense, Rancho Folclórico da Casa de Portugal de Praia Grande, Marly Gonçalves e os músicos Ricardo e Renato Araújo, Rancho Folclórico da Associação Atlética Portuguesa, Banda Filhos da Tradição,  Rancho Folclórico Tricanas de Coimbra e encerrando com o Vira Livre – músicas tradicionais portuguesas para dançar.
A 8ª Edição do Dia de Portugal é uma realização do Consulado Honorário de Portugal em Santos e do Conselho das Comunidades Portuguesas, com o apoio da Prefeitura de Santos.
O evento tem o patrocínio de Agência de Turismo Vasco da Gama, Aldeias Supermercados, Anamar Empreendimentos Imobiliários, Âncora Construtora, Armando Viagens e Turismo, Auto Posto Leão Vip, Banco Caixa Geral Brasil, Bela Locações de Bens, Clileal, Panificadora Roxy, Colégio Lamec, Estrutura Construtora e Incorporadora, Gomes & Ferreira Construções, Grupo Macuco, Grupo Mendes, Joduarte, Luxmar Imóveis, Mabelu Administradora e Locação de Imóveis, Marfinite, Mauá Construtora, Mendes Plaza Hotel, Monumento Shopping Car & Motos, Mundo Lusíada, Predimar, Restaurante Tasca do Porto, Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, Supermercado Varandas, Tâmega Turismo e Seguros, Último Gole Restaurante Choperia e Unimed Santos.      
Serviço
Dia de Portugal – 8ª Edição
Data: 11 de junho (domingo)
Local: Largo Marquês de Monte Alegre, Centro Histórico de Santos – ao lado do Santuário do Valongo e do Museu Pelé
Horário: 9 às 18 horas

 (fonte: Diário do Litoral - 08/06/2017)

Trezena/2017

Para acessar a página da Trezena de Santo Antonio/2017 clique na imagem


Homenagem às mães
O vídeo abaixo é uma singela homenagem às mães, utilizando uma mensagem institucional do Banco do Brasil para a data.
É belíssimo!
video
Casa do Pai, coração de mãe!
No 5º Domingo da Páscoa, quando neste ano celebramos também o Dia das Mães, Jesus apresenta a Casa de Deus como um grande “Coração de Mãe”, onde sempre cabe mais um, onde todos têm lugar, de maneira especial aqueles que se sentem mais aflitos e perturbados. Ninguém deve se sentir intruso na Casa do Pai, e é por este motivo que, dentre as inúmeras expressões utilizadas para designar a natureza da Igreja e de sua missão, estejam os termos “Santa Mãe” e “Casa de Deus”. Desde o início de seu pontificado, nas palavras, nos gestos e nas escolhas, o Papa Francisco tem feito questão de apresentar com insistência ao mundo a Igreja como Casa e Mãe. Assim ele o faz a exigir que nossas paróquias não funcionem como uma espécie de alfândega pastoral, que se mantenham sempre de portas abertas e que os cristãos, a começar pelos clérigos e religiosas saiam por estas portas para irem ao encontro das periferias existenciais. O Papa também nos provoca quando instala no próprio Vaticano banheiro, hospedaria e lavanderia para atendimento da população sem teto que circula pelo centro de Roma, ao fazer questão de almoçar, conversar e estar junto com presidiários, mendigos, crianças e idosos abandonados. Estas atitudes do Papa Francisco são de uma profunda fidelidade aos ensinamentos do Mestre Jesus e querem demonstrar que na Casa de Deus todos, sem exceção tem direito a teto, comida, terra, trabalho, agasalho, dignidade. O mesmo Espírito que animou Cristo em sua missão, que despertou os primeiros diáconos para o serviço (Cf. At 6,1-7) e que impulsiona o Papa Francisco, também deseja agir em nós. Que saibamos aprender, a exemplo das mães que hoje celebramos, modos criativos de sermos efetivos colaboradores na construção de um mundo onde todos se sintam em casa, onde o respeito seja a regra e o cuidado com a criação o modo de vida. Parabéns a todas as mães e que Deus nos abençoe. Frei Gustavo Medella, OFM  (www.franciscanos.org.br)

A memória de Cristo na Palavra e na Eucaristia - Lc 24,13-35 - 30/04/2017

A saudade é a gostosa presença do ausente. Quando alguém da família ou uma pessoa querida está longe, a gente procura se lembrar dessa pessoa. É o que aconteceu com os discípulos de Emaús (evangelho de hoje).

Jesus tinha sumido… mas, sem que o reconhecessem, estava caminhando com eles. Explicava-lhes as Escrituras. Mostrava-lhes as passagens do Antigo Testamento que falavam dele. Pois existe no Antigo Testamento um veio escondido que, à luz daquilo que Jesus fez, nos faz compreender que Jesus é o Messias: os textos que falam do Servo Sofredor, que salva o povo por seu sofrimento (Is 52-53); ou do Messias humilde e rejeitado (Zc 9-12); ou do povo dos pobres de Javé (Sf 2-3) etc.

Jesus ressuscitado abriu, para os discípulos de Emaús esse veio.Textos que eles já tinham ouvido, mas nunca relacionado com aquilo que Jesus andou fazendo… e sofrendo. Isso é uma lição para nós.

Devemos ler a Sagrada Escritura através da visão de Jesus morto e ressuscitado, dentro da comunidade daqueles que nele crêem. É o que fazem os apóstolos na sua primeira pregação, quando anunciam ao povo reunido em Jerusalém a ressurreição de Cristo, explicando os textos que, no AT falam dele (1ª leitura). Para a compreensão cristã da Bíblia é preciso “ler a Bíblia na Igreja, reunidos em torno de Cristo ressuscitado”.

O que aconteceu em Emaús, quando Jesus lhes abriu as Escrituras, é parecido com a primeira parte de nossa celebração dominical, a liturgia da palavra. E muito mais parecido ainda com a segunda parte: Jesus abençoa e parte o pão, e nisso os discípulos o reconhecem presente. Desde então a Igreja repete este gesto da fração do pão e acredita que nele Cristo mesmo se torna presente. É o rito eucarístico de nossa missa.

Emaús nos ensina duas maneiras fundamentais para ter Cristo presente em sua ausência: ler as escrituras à luz de sua memória e celebrar a fração do pão, o gesto pelo qual ele realiza sua presença real, na comunhão de sua vida, morte e ressurreição. É a presença do Cristo pascal, glorioso – já não ligado a tempo e espaço, mas acessível a todos os que o buscam na fé e se reúnem em seu nome.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
(www.franciscanos.org.br)

Tríduo Pascal/2017

Nos vídeos abaixo, reflexões sobre o Tríduo Pascal:
- Quinta feira - Lavapés e Instituição da Eucaristia
- Sexta feira - Paixão e Morte de Jesus
- Sábado da Vigília Pascal - Benção da água, Benção do Fogo, "Explosão" da Ressurreição.

São curtos e muito interessantes.

Santa Páscoa a todos. Equipe Portal Valongo










Campanha da Fraternidade/2017 - “Cultivar e guardar a criação” - Fraternidade: Biomas brasileiros e defesa da vida.

Como sempre, a Campanha da Fraternidade traz todo um rico acervo de conteúdos para serem refletidos e praticados.

Estamos antecipando esses estudos, através do excelente material contido no site dos Franciscanos.

Clique na imagem abaixo para ter acesso.