"... o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”. - 08/10/2017 - Mateus 21,33-43

O texto abaixo, do sacerdote espanhol Jose Antonio Pagola, é a reflexão sobre a Parábola dos Vinhateiros Homicidas, deste Domingo (08/10).
É uma reflexão longa, dura, mas necessária.
--------------

A parábola dos vinhateiros homicidas é um relato no qual Jesus vai mostrando, com toques alegóricos, a história de Deus com seu povo eleito. É uma história triste. Deus havia cuidado do povo, desde o princípio, com todo carinho. Era sua vinha preferida.

Esperava fazer deles um povo exemplar por sua justiça e sua fidelidade. Seriam uma grande luz para todos os povos.

No entanto, aquele povo foi rejeitando e matando, um depois do outro, os profetas que Deus lhes ia enviando para recolher os frutos da uma vida justa. Finalmente, num gesto de incrível amor, enviou-lhes o seu próprio Filho. Porém, os dirigentes daquele povo acabaram com Ele. O que Deus pode fazer com um povo que decepciona de modo tão cego e obstinado suas expectativas?

Os dirigentes religiosos que estão escutando, atentamente, o relato respondem espontaneamente nos mesmos termos da parábola: o senhor da vinha não pode fazer outra coisa a não ser matar aqueles lavradores e colocar a sua vinha nas mãos de outros. Jesus tira, rapidamente, uma conclusão que não esperam: “Por isso, eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”.

Comentaristas e pregadores interpretaram, frequentemente, a parábola de Jesus como a confirmação da Igreja cristã como sendo o novo Israel em seguida ao povo judeu que, depois da destruição de Jerusalém no ano setenta, dispersou-se por todo o mundo.

Entretanto, a parábola está falando também de nós. Uma leitura honesta do texto nos obriga a fazer-nos graves perguntas: Estamos produzindo, em nossos tempos, os frutos que Deus espera de seu povo: justiça para os excluídos, solidariedade, compaixão para o que sofre, perdão...?

Deus não tem porque abençoar um cristianismo estéril do qual não recebe os frutos que espera. Não tem porque identificar-se com nossa mediocridade, nossas incoerências, desvios e pouca fidelidade. Caso não correspondamos às suas expectativas, Deus seguirá abrindo caminhos novos ao seu projeto de salvação com outras pessoas que produzam frutos de justiça.

Nós falamos de crise religiosa, de descristianização, de abandono da prática religiosa... Não estará Deus preparando o caminho que torne possível o nascimento de uma Igreja mais fiel ao projeto do Reino de Deus? Não é necessária esta crise para que nasça uma Igreja menos poderosa, porém mais evangélica; menos numerosa, porém mais empenhada em construir um mundo mais humano? Não virão gerações mais fiéis a Deus?

DURA CRÍTICA AOS DIRIGENTES RELIGIOSOS

A parábola dos “vinhateiros homicidas” é, sem dúvida, a mais dura que Jesus pronunciou contra os dirigentes religiosos de seu povo. Não é fácil remontar ao relato original, porém, provavelmente, não era muito diferente daquele que podemos ler hoje na tradição evangélica.

Os protagonistas de maior relevo são, com certeza, os lavradores encarregados de trabalhar na vinha. Sua atuação é sinistra. Não se parecem, absolutamente, com o dono que cuida da vinha com solicitude e amor para que não careça de nada.

Não aceitam o senhor ao qual pertence a vinha. Querem ser os únicos donos. Eles vão eliminando, um atrás do outro, os servos que ele lhes envie com paciência incrível. Não respeitam nem a seu filho. Quando chega, “jogam-no para fora da vinha” e o matam. Sua única obsessão é “ficar com a herança”.

O que pode fazer o dono? Acabar com estes vinhateiros e entregar a vinha a outros “que lhe deem os frutos”. A conclusão de Jesus é trágica: “Eu vos asseguro que o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”.

A partir da destruição de Jerusalém no ano 70, a parábola foi lida como uma confirmação de que a Igreja havia sucedido a Israel, porém nunca foi interpretada como se no “novo Israel” estivesse garantida a fidelidade ao dono da vinha.

O Reino de Deus não é da Igreja. Não pertence à hierarquia. Não é propriedade destes ou daqueles teólogos. Seu único dono é o Pai. Ninguém deve sentir-se proprietário nem de sua verdade nem de seu espírito. O Reino de Deus está no “povo que produz seus frutos” de justiça, compaixão e defesa dos últimos.

A maior tragédia que pode acontecer ao cristianismo de hoje e de sempre é matar a voz dos profetas, é os sumos sacerdotes se sentirem donos da “vinha do Senhor” e que, entre todos, se deixe o Filho “fora”, sufocando seu Espírito.

Se a Igreja não corresponde às esperanças que nela o Senhor depositou, Deus abrirá novos caminhos de salvação em povos que produzam frutos.

Cabe aqui uma reflexão de Luis Espinal, sacerdote jesuíta, assassinado em 1980 na Bolívia. Ele diz assim:

“Passam os anos e, ao olhar para trás, vemos que nossa vida foi estéril.
Não passamos por ela fazendo o bem.
Não melhoramos o mundo que nos deixaram.
Não vamos deixar rastros.
Fomos prudentes e cuidamos de nós.
Porém, para quê?
Nosso único ideal não pode ser atingir a velhice.
Estamos sufocando a vida por egoísmo, por covardia.
Seria terrível desperdiçar esse tesouro de amor que Deus nos deu”.

"...vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele" - Mt 21,28-32 - 01/10/2017

“Os cobradores de impostos e as prostitutas acreditaram nele. Vocês, porém, mesmo vendo isso, não se arrependeram para acreditar nele.”

No Evangelho de hoje, Jesus chama a nossa atenção para cumprir a vontade do Pai do Céu. O Decisivo não são as palavras, promessas e orações, mas os fatos e a vida do cotidiano. 

Pois, diante de Deus, o importante não é “falar”, mas “fazer”. Neste caminho que percorremos, vão na frente não aqueles que fazem solenes profissões de fé, que gostam de serem vistos por todos, mas os que verdadeiramente se abrem a Jesus Cristo, dando passos concretos de conversão ao projeto do Pai.

No Entanto, hoje e sempre, a verdadeira vontade do Pai e feita por aqueles que traduzem em atos concretos o Evangelho de Jesus e os que se abrem com simplicidade e confiança ao seu perdão. Deus quer unicamente que seus filhos e filhas vivam desde agora uma vida digna e feliz, pois somente um coração aberto é capaz de acolher seu perdão.

Reflexão feita pelos noviços da Ordem dos Frades Menores.
(fonte: www.franciscanos.org.br)

O Reino de Deus é de Graça! - Mt 20, 1-16 - 24/09/2017

O evangelho de hoje é “escandaloso”. O patrão sai a contratar diaristas para a safra da uva. Sai de manhã cedo, às nove, ao meio-dia, às três da tarde, e ainda uma vez às cinco da tarde.
Na hora do pagamento, começa pelos últimos contratados, paga-lhes a diária completa; e depois, paga a mesma quantia aos que passaram o dia todo no serviço…

Será justo que alguém que trabalhou apenas uma hora pode ganhar tanto quanto o que trabalhou o dia inteiro?

Alguém que viveu uma vida irregular, mas se converte na última hora, pode entrar no céu igual aos piedosos? Aos que se escandalizam com isso, o “senhor”responde: “Estás com inveja porque eu estou sendo bom?”

Quando Deus usa da mesma bondade para com os que pouco fizeram e para com os que labutaram o dia todo, ele não está sendo injusto, mas bom. Já no Antigo Testamento, Deus se defende contra a acusação de injustiça por perdoar ao pecador (1ª leitura).

Deus não pensa como a gente. Nós raciocinamos em termos de discriminação; Deus, em termos de comunhão. Nós pensamos em economia material, Deus segue a economia da salvação.

Sua graça é infinita; ninguém a merece propriamente, e todos podem participar, por graça, se estão em comunhão com ele. Nós, facilmente achamos que os outros não fazem o suficiente para participar do Reino; não se engajam, não se esforçam…

Mas quem faz o suficiente? O que importa não é o quanto fazemos: será sempre insuficiente! Importa que queiramos participar, ainda que tarde. E uma vez que está participando, a gente faz tudo…

O dom de Deus não pode ser merecido; é graça. Claro, quem trabalha na vinha do Senhor, se esforça. Mas esse esforço não é para “merecer”, mas por gratidão e alegria, por termos sido convidados, ainda que tarde – pois, em relação ao antigo Israel, nós “pagãos” somos os da undécima hora… Nosso empenho não é trabalho forçado, mas participação.

Não somos movidos pelo moralismo, mas pela graça. Se entendermos bem isso, valorizaremos mais aquela humilde, mas autêntica boa vontade daqueles que sempre foram marginalizados, na Igreja e na sociedade, e que agora começam a participar mais plenamente: a Igreja dos pobres.

Então, tem ainda sentido falar em “merecer o céu”? Estritamente falando, é impossível. O céu não se paga. Mas se essa expressão significa nossa busca de estar em comunhão com Deus e viver em amizade com ele, tem sentido. Inclusive, essa busca já é o começo do céu.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
(fonte: www.franciscanos.org.br)

Celebração das Chagas de São Francisco - 17 de Setembro de 2017

Assista à mensagem do Ministro Provincial dos Frades Menores. Clique na imagem e acesse muito mais...
Clique na imagem para acessar
as reflexões referentes à data.
 

Dia Mundial de Oração pela Criação - 01 de Setembro de 2017

MENSAGEM CONJUNTA DE PAPA FRANCISCO E DO PATRIARCA ECUMÊNICO BARTOLOMEU NO DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELA CRIAÇÃO.

A narração da criação oferece-nos uma visão panorâmica do mundo. A Sagrada Escritura revela que, «no princípio», Deus designou a humanidade como cooperadora na guarda e proteção do ambiente natural.

Ao início, como lemos no Génesis (2, 5), «ainda não havia arbusto algum pelos campos, nem sequer uma planta germinara ainda, porque o Senhor Deus ainda não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para a cultivar».

A terra foi-nos confiada como dom sublime e como herança, cuja responsabilidade todos compartilhamos até que, «no fim», todas as coisas no céu e na terra sejam restauradas em Cristo (cf. Ef 1, 10). A dignidade e a prosperidade humanas estão profundamente interligadas com a solicitude por toda a criação.

«No período intermédio», porém, a história do mundo apresenta uma situação muito diferente. Revela-nos um cenário moralmente decadente, onde as nossas atitudes e comportamentos para com a criação ofuscam a vocação de ser cooperadores de Deus.

A nossa tendência a romper os delicados e equilibrados ecossistemas do mundo, o desejo insaciável de manipular e controlar os limitados recursos do planeta, a avidez de retirar do mercado lucros ilimitados: tudo isto nos alienou do desígnio original da criação. Deixamos de respeitar a natureza como um dom compartilhado, considerando-a, ao invés, como posse privada.

O nosso relacionamento com a natureza já não é para a sustentar, mas para a subjugar a fim de alimentar as nossas estruturas.

As consequências desta visão alternativa do mundo são trágicas e duradouras. O ambiente humano e o ambiente natural estão a deteriorar-se conjuntamente, e esta deterioração do planeta pesa sobre as pessoas mais vulneráveis.

O impacto das mudanças climáticas repercute-se, antes de mais nada, sobre aqueles que vivem pobremente em cada ângulo do globo. O dever que temos de usar responsavelmente dos bens da terra implica o reconhecimento e o respeito por cada pessoa e por todas as criaturas vivas.

O apelo e o desafio urgentes a cuidar da criação constituem um convite a toda a humanidade para trabalhar por um desenvolvimento sustentável e integral.

Por isso, unidos pela mesma preocupação com a criação de Deus e reconhecendo que a terra é um bem dado em comum, convidamos ardorosamente todas as pessoas de boa vontade a dedicar, no dia 1 de setembro, um tempo de oração pelo ambiente.

Nesta ocasião, desejamos elevar uma ação de graças ao benévolo Criador pelo magnífico dom da criação e comprometer-nos a cuidar dele e preservá-lo para o bem das gerações futuras.

Sabemos que, no fim de contas, é em vão que nos afadigamos, se o Senhor não estiver ao nosso lado (cf. Sal 126/127), se a oração não estiver no centro das nossas reflexões e celebrações.

Na verdade, um dos objetivos da nossa oração é mudar o modo como percebemos o mundo, para mudar a forma como nos relacionamos com o mundo. O fim que nos propomos é ser audazes em abraçar, nos nossos estilos de vida, uma maior simplicidade e solidariedade.

A quantos ocupam uma posição de relevo em âmbito social, económico, político e cultural, dirigimos um apelo urgente a prestar responsavelmente ouvidos ao grito da terra e a cuidar das necessidades de quem está marginalizado, mas sobretudo a responder à súplica de tanta gente e apoiar o consenso global para que seja sanada a criação ferida.

Estamos convencidos de que não poderá haver uma solução genuína e duradoura para o desafio da crise ecológica e das mudanças climáticas, sem uma resposta concertada e coletiva, sem uma responsabilidade compartilhada e capaz de prestar contas do seu agir, sem dar prioridade à solidariedade e ao serviço.

Do Vaticano e do Fanar (*), 1 de setembro de 2017.
Papa Francisco e Patriarca Ecumênico Bartolomeu.

(*) Fanar é o local onde fica a sede do Patriarcado da Igreja Ortodoxa, na Turquia. Seria como o Vaticano, para nós, católicos.

Assunção de Nossa Senhora - 20/08/2017

Papa Francisco fala sobre a Assunção de Nossa Senhora.
Clique no botão vermelho, abaixo, para ouvir.

Hino de Gratidão aos Pais - 13/08/2017

Frei Almir Guimarães, OFM

• Do coração dos filhos brota, no segundo domingo de agosto, um hino de gratidão por esses homens que levam o nome de pai. Esse é tão belo que o Deus do céu o pediu emprestado para ele.

• Antes de ser pai, esse homem é esposo. No tempo da juventude encontrou uma mulher com a qual desejou criar vida comum, comunhão de sonhos, de corpos e de tudo. Essa mulher que chegou veio quebrar-lhe a solidão. Não é bom que o homem viva só. O marido é companheiro, amigo fiel de todos os momentos, parceiro de destino. Os filhos, pequenos e os filhos crescidos, sentem-se profundamente arrumados pro dentro quando têm a certeza de que existe um sólido amor entre o pai e a mãe. Sim, os pais começam a ser bons quando são ternos amigos da mãe de seus filhos. Certamente, uma das experiências mais doloridas que os filhos podem experimentar é a de ver o pai deixando a casa e interrompendo a caminhada venturosa de amor com a mãe deles.

• O pai é presença densa, presença de qualidade, presença forte e meiga no seio da casa. Não é apenas um provedor. Sua missão não consiste apenas em conseguir para sobrevivência de sua família. O que importa é a qualidade de sua presença. Os seres humanos chamados filhos e que enchem a casas são um dom de Deus confiado ao pai e à mãe. Os pais, na verdade, administram o presente que Deus lhes deu. Presença de qualidade. Presença forte mesmo quando tenha ocorrido a separação do casal.

• O pai sempre presente vai se tornando amigo e confidente. Aos poucos, conquista a confiança e a amizade dos filhos. Faz-se amigo de muito particular na turbulência da adolescência.

• Os pais não querem que seus filhos sejam cópia-xerox de sua vida. Eles observam o que vai acontecendo na vida dos filhos ao longo do tempo. Ajuda-os a discernir. Nada impõem. Importante que os filhos não sejam meros joguetes de circunstâncias nem adeptos de uma sociedade consumista e exploradora.

• O pai é como um vigia. Sim, o pai é vigilante sem ser autoritário, “castrador” ou déspota. Mas, não podem ser omissos, covardes e desatentos. Há valores que precisam ser abraçados. Necessário vigiar carinhosamente o crescimento da vida afetiva dos filhos para não venham eles a se machucar. Uma vigilância discreta e amorosa.

• O pai procurará também ser pai dos filhos que não gerou, mas que sua companheira trouxe de um união anterior. Não existe apenas o pai biológico, mas o pai que adota um filho e o conduz até os aposentos íntimos de seu coração.

• O pai da terra o ocupa-se também das coisas do Pai do céu. É alguém que anda numa séria busca do Senhor. Ele e a mulher criam em casa um espaço para que o Senhor possa entrar e sentar-se com a família à mesa da refeição. O pai não é um “beato”, mas alguém que denota uma inquietude de estar sempre na busca das estrelas. Os filhos ficam felizes de saber que se pai é amigo e confidente de Deus.

Capítulo das Esteiras "É preciso voltar a Assis"! - 03 a 06 de agosto de 2017 -



Capítulo das Esteiras
Família Franciscana de todo o Brasil reunida na "Casa da Mãe" em Aparecida-SP

"O tema que vai conduzir este Capítulo é “Levar ao mundo a misericórdia de Deus” e o lema convoca: “É preciso voltar a Assis!”. Frei Éderson explica a escolha: “Voltamos à experiência de oitocentos anos atrás – com a Igreja, a sociedade, com famílias profundamente machucadas, divididas por guerras em nome de Deus, de pessoas morrendo e sendo esmagadas em nome de Deus -, quando Francisco tem uma profunda intuição: é preciso levar todos ao paraíso. Francisco queria criar paraísos na vida das pessoas, nas relações entre as pessoas, entre as religiões. Ele queria criar paraísos que pudessem ser experiências de fraternidade, de respeito e de alteridade”, explica Frei Éderson".



O Joio e o Trigo - Mt 13,24-43 - 23/07/2017

 O trigo muda de cor, assumindo um tom amarelado até chegar ao palha, enquanto o joio permanece no seu verde sumo com rajas mais claras, como sempre foi; o trigo forma-se em pendão, elevando-se altivo, apontando para o céu, enquanto o joio se esparrama desfigurado, perdendo totalmente a forma de sua aparência inicial
O evangelho apresenta um Jesus muito tolerante. Isso pode até desagradar a quem gostaria de um Jesus mais radical. A Igreja parece tão pouco radical. Por que não romper de vez com os que não querem acompanhar? Ou será que a radicalidade do evangelho é outra coisa do que imaginamos? Neste evangelho (Mt 13, 24-43), Jesus descreve o Reino de Deus (o agir de Deus na história), em três parábolas. Na primeira, explica que junto com os frutos bons (o trigo) podem crescer frutos menos bons (o joio); é melhor deixar a Deus a responsabilidade de separá-los, na hora certa….Na segunda, ensina que o agir de Deus tem um alcance que sua humilde aparência inicial não deixa suspeitar (a sementinha).

Na terceira, adverte que a obra de Deus muitas vezes é escondida, enquanto na realidade penetra e leveda o mundo, invisivelmente, como o fermento da massa.

Nós gostamos de ver resultados imediatos. Somos impacientes e dominadores para com os outros. Deus tem tanto poder, que ele domina a si mesmo… Não é escravo de seu próprio poder. Sabe governar pela paciência e o perdão (1ª leitura). Seu “reino” é amor, e este penetra aos poucos, invisivelmente, como o fermento. Impaciência em relação ao Reino de Deus é falta de fé. O crescimento do Reino é “mistério”, algo que pertence a Deus.

No tempo de Mateus, a impaciência era explicável: espera-se a volta de Cristo (a Parusia) para breve. Hoje, já não é essa a razão da impaciência. A causa da impaciência bem pode ser o imediatismo de pessoas aparentemente “superengajadas”, e podemos questionar se muito ativismo é verdadeira generosidade a serviço de Deus ou apenas auto-afirmação. É preciso dar tempo às pessoas para que fiquem cativados pelo Reino. E a nós mesmos também. Isso exige maior fé e dedicação do que certo radicalismo mal-entendido, pelo qual são rechaçadas as pessoas que ainda estão crescendo.

Devemos ter paciência especial para com aqueles que, vivendo em condições subumanas, não conseguem assimilar algumas exigências aparentemente importantes da Igreja. Para com os jovens. Para com os que perderam a cabeça pelas complicações da vida moderna urbana, ou por causa da televisão, que pouco se preocupa em propor às pessoas critérios de vida equilibrada. Devemos dar tempo ao tempo… e entrementes dar força ao trigo, para que não se deixe sufocar pelo joio.

Em nossas comunidades, importa cativar os outros com paciência. Fanatismo só serve para dividir. Moscas não se apanham com vinagre. Importa ter confiança em Deus, sabendo que ele age, mesmo. E então nos sentiremos seguros para colaborar com ele, com “magnanimidade”, com grandeza de alma – pois é assim que se deveria traduzir o que geralmente se traduz com o termo desvirtuado “paciência”…. Deus reina por seu amor, e o amor não força ninguém, mas cativa a livre adesão.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
(fonte: www.franciscanos.org.br)

Solenidade de São Pedro e São Paulo - 02/07/2017

Homilia de Padre Júlio Lancelloti na Solenidade de São Pedro e São Paulo.
Padre Júlio faz um claríssima tradução do Evangelho para nós, nos dias de hoje.
Toca fundo no comodismo e nas "argolas" e "correntes" que nos prendem de buscar o NOVO.
Vale muito a pena assistir.

"Não temais..." Mt 10,26-33 - 25/06/2017 -

O tema central da nossa leitura é sugerido pela expressão “não temais”, que se repete por três vezes ao longo do texto (cf. Mt 10,26.28.31). Trata-se de uma expressão que aparece com alguma frequência no Antigo Testamento, dirigida a Israel (cf. Is 41,10.13; 43,1.5; 44,2; Jer 30,10) ou a um profeta (cf. Jer 1,8).

O contexto é sempre o da eleição: Jahwéh elege alguém (um Povo ou uma pessoa) para o seu serviço; ao eleito, confia-lhe uma missão profética no mundo; e porque sabe que o “eleito” se vai confrontar com forças adversas, que se traduzirão em sofrimento e perseguição, assegura-lhe a sua presença, a sua ajuda e protecção.

É precisamente neste contexto que o Evangelho deste domingo nos situa. Ao enviar os discípulos que elegeu, Jesus assegura-lhes a sua presença, a sua ajuda, a sua protecção, a fim de que os discípulos superem o medo e a angústia que resultam da perseguição. As palavras de Jesus correspondem à última bem-aventurança: “bem-aventurados sereis quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós” (Mt 5,12).

Este convite à superação do medo vai acompanhado por três desenvolvimentos.

No primeiro desenvolvimento (vers. 26.27), Jesus pede aos discípulos que não deixem o medo impedir a proclamação aberta da Boa Nova. A mensagem libertadora de Jesus não pode correr o risco de ficar – por causa do medo – circunscrita a um pequeno grupo, cobarde e comodamente fechado dentro de quatro paredes, sem correr riscos, nem incomodar a ordem injusta sobre a qual o mundo se constrói; mas é uma mensagem que deve ser proclamada com coragem, com convicção, com coerência, de cima dos telhados, a fim de mudar o mundo e tornar-se uma Boa Nova libertadora para todos os homens e mulheres.

No segundo desenvolvimento (vers. 28), Jesus recomenda aos discípulos que não se deixem vencer pelo medo da morte física. O que é decisivo, para o discípulo, não é que os perseguidores o possam eliminar fisicamente; mas o que é decisivo, para o discípulo, é perder a possibilidade de chegar à vida plena, à vida definitiva… Ora, o cristão sabe que a vida definitiva é um dom, que Deus oferece àqueles acolheram a sua proposta e que aceitaram pôr a própria vida ao serviço do “Reino”. Os discípulos que procuram percorrer com fidelidade o caminho de Jesus não precisam, portanto, de viver angustiados pelo medo da morte.

No terceiro desenvolvimento (vers. 29-31), Jesus convida os discípulos a descobrirem a confiança absoluta em Deus. Para ilustrar a solicitude de Deus, Mateus recorre a duas imagens: a dos pássaros de que Deus cuida (que revela a tocante ternura e preocupação de Deus por todas as criaturas, mesmo as mais insignificantes e indefesas) e a dos cabelos que Deus conta (que revela a forma particular, única, profunda, como Deus conhece o homem, com a sua especificidade, os seus problemas, as suas dificuldades).

Deus é aqui apresentado como um “Pai”, cheio de amor e de ternura, sempre preocupado em cuidar dos seus “filhos”, em entendê-los e em protegê-los. Ora, depois de terem descoberto este “rosto” de Deus, os discípulos têm alguma razão para ter medo? A certeza de ser filho de Deus é, sem dúvida, algo que alimenta a capacidade do discípulo em empenhar-se – sem medo, sem prevenções, sem preconceitos, sem condições – na missão. Nada – nem as dificuldades, nem as perseguições – conseguem calar esse discípulo que confia na solicitude, no cuidado e no amor de Deus Pai.

As últimas palavras (vers. 32-33) da leitura que hoje nos é proposta contêm uma séria advertência de Jesus: a atitude do discípulo diante da perseguição condicionará o seu destino último… Aqueles que se mantiveram fiéis a Deus e aos seus projectos e que testemunharam com desassombro a Palavra encontrarão vida definitiva; mas aqueles que procuraram proteger-se, comodamente instalados numa vida morna, sem riscos, sem chatices, e também sem coerência, terão recusado a vida em plenitude: esses não poderão fazer parte da comunidade de Jesus.


P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho - Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) |(fonte: www.dehonianos.org)

Noite dos Enamorados - 12/06/2017 - Segunda Feira


Nesta "Segundona" tem comemoração na Quermesse do Valongo, para você que é "Enamorada(o)" Para o Dia 12 de junho, teremos o "Jantar dos Enamorados" com show musical. Namoro é uma fase da vida a dois. Mas quem se gosta está sempre "Enamorado". Venha curtir. E, para quem ainda não tem namorado ou namorada, venha no dia 13 de junho, Dia de Santo Antonio, o mais famoso santo "casamenteiro" do mundo. Já tem família? Ótimo!... venha agradecer ou pedir por seus entes queridos, sua profissão, sua vida... Tem devoção e diversão para todos os gostos!

Dia de Portugal está chegando... Dia 11 de junho

Oitava edição da maior festa da comunidade portuguesa na região ocorrerá no Largo Marquês de Monte Alegre, em frente ao Santuário Santo Antonio do Valongo.


Um dia repleto de sons, cheiros, cores e tradições. Assim pode ser descrito o Dia de Portugal, que será realizado em 11 de junho (domingo). O evento está em sua oitava edição e já se consolidou como a maior festa da comunidade portuguesa na região, atraindo milhares de pessoas todos os anos.
A festa será no Largo Marquês de Monte Alegre, no Centro Histórico de Santos, das 9 às 18 horas. Haverá apresentações de fadistas, grupos musicais e ranchos folclóricos, além de artesanato, comidas típicas, os tradicionais e deliciosos doces portugueses e sorteios de brindes.
O evento, que é voltado para a comunidade portuguesa e os moradores da região, costuma atrair de três mil a cinco mil pessoas a cada edição. Famílias inteiras tingem de verde e vermelho o Centro Histórico da Cidade, ao lado do Santuário do Valongo e do Museu Pelé.
A programação cultural terá 13 apresentações. Fadistas, grupos musicais e ranchos folclóricos ligados à Portugal levarão ao palco modas cantadas e bailadas de diversas regiões de Portugal, com trajes genuínos e utensílios típicos. Uma oportunidade para portugueses, descendentes, santistas e turistas, que poderão conhecer melhor ou simplesmente matar saudade da rica cultura lusitana.
Mais do que uma ótima opção de lazer para crianças, jovens, adultos e idosos, o Dia de Portugal visa resgatar a cultura portuguesa na Baixada Santista e valorizar a forte influência lusitana na formação do povo e da cultura santista.
A fim de movimentar ainda mais o Centro Histórico e contribuir com a festa, restaurantes do entorno estarão abertos, servindo pratos típicos da culinária portuguesa.
Artesanato e comida
Durante todo o dia, quem quiser conhecer um pouco mais da cultura lusitana poderá visitar as tendas com artesanatos. Como nas edições anteriores, também estarão lá os famosos trabalhos manuais das Bordadeiras do Morro São Bento, que perpetuam em Santos a arte secular da Ilha da Madeira.
Sucesso de crítica e público, os tradicionais pratos típicos da culinária portuguesa também estarão à venda. Quem comprar, além de se deliciar com receitas doces e salgadas, ainda estará ajudando a Escola Portuguesa, que atende crianças carentes, e que receberá a renda obtida durante a festa.
Aqueles que quiserem guardar uma lembrança do evento também poderão comprar camisetas, canecas e chaveiros com a logomarca do Dia de Portugal.
E, como sempre, para que todos entrem no clima da festa e a colaborem para a deixar ainda mais bonita, os organizadores sugerem ao público que vá vestido com adereços ou roupas que lembrem as cores de Portugal.
Apresentações
A programação terá início às 9 horas, com missa no Santuário Santo Antônio do Valongo. Às 10 horas, haverá apresentação do Orfeão do Centro Cultural Português, seguida pela solenidade de abertura, às 10h30, com autoridades locais e representantes de entidades da comunidade portuguesa.
As apresentações musicais terão início em seguida, às 11 horas, e seguirão até as 18 horas. Os primeiros a subirem ao palco serão os integrantes do Rancho Veteranos Apaixonados pelo Folclore, seguido pelo Vira Livre, Rancho Folclórico Verde Gaio, Rancho Folclórico Infantil da Escola Portuguesa, Grupo Fado por Acaso, Grupo Folclórico Cruz de Malta, Andreza Mariano e Banda, Rancho Folclórico Típico Madeirense, Rancho Folclórico da Casa de Portugal de Praia Grande, Marly Gonçalves e os músicos Ricardo e Renato Araújo, Rancho Folclórico da Associação Atlética Portuguesa, Banda Filhos da Tradição,  Rancho Folclórico Tricanas de Coimbra e encerrando com o Vira Livre – músicas tradicionais portuguesas para dançar.
A 8ª Edição do Dia de Portugal é uma realização do Consulado Honorário de Portugal em Santos e do Conselho das Comunidades Portuguesas, com o apoio da Prefeitura de Santos.
O evento tem o patrocínio de Agência de Turismo Vasco da Gama, Aldeias Supermercados, Anamar Empreendimentos Imobiliários, Âncora Construtora, Armando Viagens e Turismo, Auto Posto Leão Vip, Banco Caixa Geral Brasil, Bela Locações de Bens, Clileal, Panificadora Roxy, Colégio Lamec, Estrutura Construtora e Incorporadora, Gomes & Ferreira Construções, Grupo Macuco, Grupo Mendes, Joduarte, Luxmar Imóveis, Mabelu Administradora e Locação de Imóveis, Marfinite, Mauá Construtora, Mendes Plaza Hotel, Monumento Shopping Car & Motos, Mundo Lusíada, Predimar, Restaurante Tasca do Porto, Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, Supermercado Varandas, Tâmega Turismo e Seguros, Último Gole Restaurante Choperia e Unimed Santos.      
Serviço
Dia de Portugal – 8ª Edição
Data: 11 de junho (domingo)
Local: Largo Marquês de Monte Alegre, Centro Histórico de Santos – ao lado do Santuário do Valongo e do Museu Pelé
Horário: 9 às 18 horas

 (fonte: Diário do Litoral - 08/06/2017)

Trezena/2017

Para acessar a página da Trezena de Santo Antonio/2017 clique na imagem


Homenagem às mães
O vídeo abaixo é uma singela homenagem às mães, utilizando uma mensagem institucional do Banco do Brasil para a data.
É belíssimo!
video
Casa do Pai, coração de mãe!
No 5º Domingo da Páscoa, quando neste ano celebramos também o Dia das Mães, Jesus apresenta a Casa de Deus como um grande “Coração de Mãe”, onde sempre cabe mais um, onde todos têm lugar, de maneira especial aqueles que se sentem mais aflitos e perturbados. Ninguém deve se sentir intruso na Casa do Pai, e é por este motivo que, dentre as inúmeras expressões utilizadas para designar a natureza da Igreja e de sua missão, estejam os termos “Santa Mãe” e “Casa de Deus”. Desde o início de seu pontificado, nas palavras, nos gestos e nas escolhas, o Papa Francisco tem feito questão de apresentar com insistência ao mundo a Igreja como Casa e Mãe. Assim ele o faz a exigir que nossas paróquias não funcionem como uma espécie de alfândega pastoral, que se mantenham sempre de portas abertas e que os cristãos, a começar pelos clérigos e religiosas saiam por estas portas para irem ao encontro das periferias existenciais. O Papa também nos provoca quando instala no próprio Vaticano banheiro, hospedaria e lavanderia para atendimento da população sem teto que circula pelo centro de Roma, ao fazer questão de almoçar, conversar e estar junto com presidiários, mendigos, crianças e idosos abandonados. Estas atitudes do Papa Francisco são de uma profunda fidelidade aos ensinamentos do Mestre Jesus e querem demonstrar que na Casa de Deus todos, sem exceção tem direito a teto, comida, terra, trabalho, agasalho, dignidade. O mesmo Espírito que animou Cristo em sua missão, que despertou os primeiros diáconos para o serviço (Cf. At 6,1-7) e que impulsiona o Papa Francisco, também deseja agir em nós. Que saibamos aprender, a exemplo das mães que hoje celebramos, modos criativos de sermos efetivos colaboradores na construção de um mundo onde todos se sintam em casa, onde o respeito seja a regra e o cuidado com a criação o modo de vida. Parabéns a todas as mães e que Deus nos abençoe. Frei Gustavo Medella, OFM  (www.franciscanos.org.br)

A memória de Cristo na Palavra e na Eucaristia - Lc 24,13-35 - 30/04/2017

A saudade é a gostosa presença do ausente. Quando alguém da família ou uma pessoa querida está longe, a gente procura se lembrar dessa pessoa. É o que aconteceu com os discípulos de Emaús (evangelho de hoje).

Jesus tinha sumido… mas, sem que o reconhecessem, estava caminhando com eles. Explicava-lhes as Escrituras. Mostrava-lhes as passagens do Antigo Testamento que falavam dele. Pois existe no Antigo Testamento um veio escondido que, à luz daquilo que Jesus fez, nos faz compreender que Jesus é o Messias: os textos que falam do Servo Sofredor, que salva o povo por seu sofrimento (Is 52-53); ou do Messias humilde e rejeitado (Zc 9-12); ou do povo dos pobres de Javé (Sf 2-3) etc.

Jesus ressuscitado abriu, para os discípulos de Emaús esse veio.Textos que eles já tinham ouvido, mas nunca relacionado com aquilo que Jesus andou fazendo… e sofrendo. Isso é uma lição para nós.

Devemos ler a Sagrada Escritura através da visão de Jesus morto e ressuscitado, dentro da comunidade daqueles que nele crêem. É o que fazem os apóstolos na sua primeira pregação, quando anunciam ao povo reunido em Jerusalém a ressurreição de Cristo, explicando os textos que, no AT falam dele (1ª leitura). Para a compreensão cristã da Bíblia é preciso “ler a Bíblia na Igreja, reunidos em torno de Cristo ressuscitado”.

O que aconteceu em Emaús, quando Jesus lhes abriu as Escrituras, é parecido com a primeira parte de nossa celebração dominical, a liturgia da palavra. E muito mais parecido ainda com a segunda parte: Jesus abençoa e parte o pão, e nisso os discípulos o reconhecem presente. Desde então a Igreja repete este gesto da fração do pão e acredita que nele Cristo mesmo se torna presente. É o rito eucarístico de nossa missa.

Emaús nos ensina duas maneiras fundamentais para ter Cristo presente em sua ausência: ler as escrituras à luz de sua memória e celebrar a fração do pão, o gesto pelo qual ele realiza sua presença real, na comunhão de sua vida, morte e ressurreição. É a presença do Cristo pascal, glorioso – já não ligado a tempo e espaço, mas acessível a todos os que o buscam na fé e se reúnem em seu nome.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
(www.franciscanos.org.br)

Tríduo Pascal/2017

Nos vídeos abaixo, reflexões sobre o Tríduo Pascal:
- Quinta feira - Lavapés e Instituição da Eucaristia
- Sexta feira - Paixão e Morte de Jesus
- Sábado da Vigília Pascal - Benção da água, Benção do Fogo, "Explosão" da Ressurreição.

São curtos e muito interessantes.

Santa Páscoa a todos. Equipe Portal Valongo










Campanha da Fraternidade/2017 - “Cultivar e guardar a criação” - Fraternidade: Biomas brasileiros e defesa da vida.

Como sempre, a Campanha da Fraternidade traz todo um rico acervo de conteúdos para serem refletidos e praticados.

Estamos antecipando esses estudos, através do excelente material contido no site dos Franciscanos.

Clique na imagem abaixo para ter acesso.