"Os cristãos e as eleições 2018"-CNBB


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Cartilha de Orientação Política
"Os cristãos e as eleições 2018"
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FESTA DE SÃO FRANCISCO/2018


Seguir Jesus: ambição ou humildade? Mc 9,30-37 - 22/09/2018

Políticos em campanha eleitoral levantam crianças diante das câmeras da televisão… Mas qual deles se importa realmente com o futuro das crianças abandonadas, com os meninos de rua, com a educação popular? O que conta não é a criança, e sim, o voto.

Jesus faz da pouca importância das crianças uma lição para seus seguidores. Os discípulos não compreendiam quando Jesus falava de seu sofrimento; pelo contrário, ficavam discutindo quem era o maior dentre eles. Por causa disso, Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse que a criança estava aí como se fosse ele mesmo – e até mais do que isso: “Quem acolher em meu nome uma destas crianças estará acolhendo a mim mesmo. E quem me acolher, estará acolhendo não a mim, mas Àquele que me enviou” (evangelho).

A liturgia de hoje nos ajuda a cavoucar mais a fundo o mistério que está por trás dessas palavras. Enquanto os discípulos não levaram muito a sério as crianças, Jesus se identifica com uma criança, porque tem uma profunda consciência do amor paterno de Deus. Na 1ª leitura, o justo que chama Deus de pai é considerado insuportável pelos poderosos, que só dão importância à força e à arrogância. E a 2ª leitura nos mostra quanto mal faz a ambição dentro da comunidade cristã. Na lógica o mundo, o que importa é a prepotência, a ambição. Mas Deus é o pai do justo, sobretudo do justo oprimido. Na criança desprotegida, ele mesmo se torna presente.

O justo humilde, perseguido pelos prepotentes, e que chama Deus de pai, é a prefiguração do próprio Jesus. A grandeza mundana não importa. Uma criança sem importância pode ser representante de Jesus e, portanto, de seu Pai, Deus mesmo. E se não for uma criança, pode ser um mendigo, um desempregado, um aidético…. No aspecto de não terem poder, esses sem-poder parecem-se com Jesus. Nossa “ambição”deve ser: servir Jesus neles. Então, seremos grandes.

Alguém talvez chame isso de falsa modéstia: dizer-se humilde julgando-se superior aos outros. Já os empresários o chamarão de desperdício, pois quem se refugia na humildade nunca vai realizar as grandes coisas de que nossa sociedade tanto precisa… O raciocínio de Jesus vai no sentido oposto: as ambições deste mundo facilmente encontram satisfação, se há quem delas pode tirar proveito. Todo mundo colabora. Mas quem não tem poder só pode contar com Deus e com os “filhos de Deus”, os que querem ser semelhantes a ele. Então, de repente, não é a ambição que move o mundo, mas a força do amor que Deus implantou em nós. Não o orgulhoso ou o ambicioso, mas o humilde consegue despertar a força do amor que dorme no coração do ser humano. A criança desperta em nós o que nos torna semelhantes a Deus, nosso Pai.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
(fonte: www.franciscanos.org.br)

Celebração da Estigmatização (Chagas) de S. Francisco - 17/09/2018

Belíssima mensagem de Frei Fidêncio, OFM 
Ministro Provincial da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil


"Nossa Senhora do Monte, rogai a Jesus por nós"! - 08/09/2018

Originado nos tempos medievais, no Velho Mundo, o culto a Nossa Senhora do Monte Serrat data da época colonial no Brasil e em Santos foi reforçado por diversos episódios considerados milagrosos, tanto que a Santa foi escolhida como Padroeira da cidade. As duas histórias principais são a da invasão dos piratas holandeses comandados por Spielbergen em 1615 e a do navio a vapor Araguary em 1926.


Programação da Festa da Padroeira de Santos/2018

Dia 8/9/2018 (Festa da Padroeira)
Na Catedral
07h00: Santa Missa.
09h30: Missa campal, em frente à Catedral, presidida por Dom Giovanni D’Aniello, Núncio Apostólico do Brasil, Dom Tarcísio Scaramussa e clero de Santos. 
Em seguida acontecerá a procissão, conduzindo a imagem de Nossa Senhora até a Prefeitura de Santos, onde haverá Renovação da Consagração da Cidade a Nossa Senhora do Monte Serrat, retornando para o Santuário.

No Santuário de Nossa Senhora do Monte Serrat (Encerramento da Festividade)
10h: Santa Missa.
16h: Missa campal com Dom Tarcísio Scaramussa.
19h: Missa Campal de Encerramento




    (extraído do site Novo Milênio, do jornalista Carlos Pimentel: www.novomilenio.inf.br)


Os cristãos e as eleições 2018 -01/09/2018


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"Os cristãos e as eleições 2018"
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Festa de Nossa Senhora da Assunção - 18/08/2018

Imagem de Nossa Senhora da Assunção na Paróquia de mesmo nome,
no Morro São Bento, em Santos-SP
Visite a Festa, vá às Missas e saboreie doces e salgados deliciosos na 
Quermesse. Até Domingo 19 de agosto.
Facebook AQUI

Magnificat: a mãe gloriosa e a grandeza dos pobres

Em 1950, o Papa Pio XII definiu a Assunção de Maria como dogma, ou seja, como ponto referencial de sua fé. Maria, no fim de sua vida, foi acolhida por Deus no céu “com corpo e alma”, ou seja, coroada plena e definitivamente com a glória que Deus preparou para os seus santos. Assim como ela foi a primeira a servir Cristo na fé, ela é a primeira a participar na plenitude de sua glória, a “perfeitissimamente redimida”. Maria foi acolhida completamente no céu porque ela acolheu o Céu nela – inseparavelmente.

O evangelho de hoje é o Magnificat de Maria, resumo da obra de Deus com ela e em torno dela. Humilde serva – nem tinha sequer o status de mulher casada -, ela foi “exaltada” por Deus, para ser mãe do Salvador e participar de sua glória, pois o amor verdadeiro une para sempre. Sua grandeza não vem do valor que a sociedade lhe confere, mas da maravilha que Deus opera nela. Um diálogo de amor entre Deus e a moça de Nazaré: ao convite de Deus responde o “sim” de Maria, e à doação de Maria na maternidade e no seguimento de Jesus, responde o grande “sim” de Deus, a glorificação de sua serva. Em Maria, Deus tem espaço para operar maravilhas. Em compensação, os que estão cheios de si mesmos não deixam Deus agir e, por isso, são despedidos de mãos vazias, pelo menos no que diz respeito às coisas de Deus. O filho de Maria coloca na sombra os poderosos deste mundo, pois enquanto estes oprimem, ele salva de verdade.

Essa maravilha, só é possível porque Maria não está cheia de si mesma, como os que confiam no seu dinheiro e seu status. Ela é serva, está a serviço – como costumam fazer os pobres – e, por isso, sabe colaborar com as maravilhas de Deus. Sabe doar-se, entregar-se àquilo que é maior que sua própria pessoa. A grandeza do pobre é que ele se dispõe para ser servo de Deus, superando todas as servidões humanas. Mas, para que seu serviço seja grandeza, tem que saber decidir a quem serve: a Deus ou aos que se arrogam injustamente o poder sobre seus semelhantes. Consciente de sua opção, o pobre realizará coisas que os ricos, presos na sua auto-suficiência, não realizam: a radical doação aos outros, a simplicidade, a generosidade sem cálculo, a solidariedade, a criação de um homem novo para um mundo novo, um mundo de Deus.

A vida de Maria, a “serva”, assemelha-se à do “servo”, Jesus, “exaltado” por Deus por causa de sua fidelidade até a morte (Fl 2,6-11). O amor torna semelhantes as pessoas. Também a glória. Em Maria realiza-se, desde o fim de sua vida na terra, o que Paulo descreve na 2ª leitura: a entrada dos que pertencem a Cristo na vida gloriosa do pai, uma vez que o Filho venceu a morte.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes


Agosto - Mês Vocacional


Vamos celebrar as vocações.

Um material simples e rico sobre as vocações.

Para cada final de semana temos orações para serem usadas nas missas: comentário, preces e oração vocacional:
Mês Vocacional 2018: Ministros Ordenados
Mês Vocacional 2018:  vocação matrimonial
Mês Vocacional 2018: consagrados e consagradas
Mês Vocacional 2018: vocação laical





Encontro de Juventudes Franciscanas/2018

Encontro de Juventudes Franciscanas da Província Franciscana da 
Imaculada Conceição do Brasil, em Vila Velha (ES), neste ano.


Solenidade de S. Pedro e S. Paulo - Mt 16, 13-19 - 01/07/2018


SÓ JESUS EDIFICA A IGREJA

O episódio tem lugar na região pagã de Cesareia de Filipe. Jesus se interessa por saber aquilo que se diz entre o povo sobre a sua pessoa. Depois de conhecer diversas opiniões que existem no povo, dirige-se diretamente aos seus discípulos: «E vós, quem dizeis que eu sou?».

Jesus não lhes pergunta o que eles pensam sobre o sermão da montanha ou sobre sua atuação curadora nos povoados da Galileia. Para seguir Jesus o decisivo é a adesão à sua pessoa. Por isso, quer saber o que captam nele.

Simão toma a palavra em nome de todos e responde de maneira solene: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus não é um profeta a mais entre os outros. É o último Enviado de Deus ao seu povo eleito. Mais ainda, é o Filho do Deus vivo. Então Jesus, depois de felicitá-lo porque esta confissão somente pode provir do Pai, lhe diz: «Agora eu te digo: tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja».

As palavras são muito precisas. A Igreja não é de Pedro, mas de Jesus. Quem edifica a Igreja não é Pedro, mas Jesus. Pedro é simplesmente «a pedra» sobre a qual se assenta «a casa» que está construindo Jesus. A imagem sugere que a tarefa de Pedro é dar estabilidade e consistência à Igreja: cuidar para que Jesus a possa construir, sem que seus seguidores introduzam desvios e reduções.

O Papa Francisco sabe muito bem que sua tarefa não é «fazer as vezes de Cristo», mas cuidar para que os cristãos de hoje se encontrem com Cristo. Esta é sua maior preocupação. Desde o começo de seu serviço como sucessor de Pedro dizia assim: «A Igreja deve levar a Jesus. Este é o centro da Igreja. Se alguma vez acontecer da Igreja não levar a Jesus, será uma Igreja morta».

Por isso, ao tornar público seu programa de uma nova etapa evangelizadora, Francisco propõe dois grandes objetivos. Em primeiro lugar, encontrarmo-nos com Jesus, pois «ele pode, com sua novidade, renovar nossa vida e nossas comunidades... Jesus Cristo pode também romper os esquemas aborrecidos nos quais pretendemos fechá-lo».

Em segundo lugar, considera decisivo «voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, pois, sempre que o fazemos, brotam novos caminhos, métodos criativos, sinais mais eloquentes, palavras carregadas de renovado significado para o mundo atual». Seria lamentável que o convite do Papa para impulsionar a renovação da Igreja não chegasse até os cristãos de nossas comunidades.

OUVIR O OUTRO

Para crescer na fé não basta ler livros sobre temas religiosos nem escutar as palavras e discursos que
pronunciam outros que creem, ainda que estes sejam eclesiásticos [padres, frades, monges, bispos etc.] de prestígio.

O importante é saber escutar, como Pedro, o que nos revela interiormente não alguém de carne e osso, mas o Pai que está no céu e no íntimo de nós mesmos.

Escutar Deus sempre é um dom, algo que nos é presenteado gratuitamente, porém, ao mesmo tempo, é algo que deve ser recebido e preparado por nós.

A nós se pede para removermos os obstáculos que nos impedem de estar atentos e em silêncio. Descermos ao fundo de nós mesmos e da vida. Superar a dispersão e a superficialidade. Consequentemente, deixar que em nosso interior «aconteça algo».

Porém, isto é possível alimentando-nos, exclusivamente, por jornais, rádio ou televisão que não nos permitem escutar em nós outra voz que não seja aquela do ruído dos acontecimentos diários?

Isto é possível quando vivemos ocupados por essa atividade tão absorvente, a qual é o meio mais eficaz, na realidade, para esquecermos quem nós somos, o que buscamos e para onde caminhamos?

Cada vez há mais coisas que temos de fazer e os compromissos que temos de atender. Talvez nos programamos inconscientemente assim com a oculta intenção de carecer de tempo para pararmos.

Vivemos guiados por um slogan verdadeiramente perigoso: «Apresse-se», o que, no fundo, quer dizer «não penses», «não escutes», «viva atordoado», «fuja fora de si mesmo».

Consciente desta nossa vida tão agitada e atropelada, atrevo-me, no entanto, a recolher aqui o convite tão conhecido de Santo Anselmo em seu Proslogion porque o considero de total atualidade.

Alguns lerão estas frases apressadamente e terão a impressão de que as entendeu porque compreendeu a conexão entre umas palavras e outras.

Entretanto, somente entenderá essas palavras quem ler nelas um convite a viver em sua própria experiência o que essas palavras sugerem:

«Olá, homem, deixa por um momento tuas ocupações habituais;
entra por um instante em ti mesmo, longe do tumulto de teus pensamentos.
Joga para fora de ti as preocupações opressoras;
afasta de ti tuas inquietações trabalhosas.
Dedica algum tempo para Deus
e descansa ao menos um momento em Sua presença.
Entra no aposento de tua alma;
exclui tudo, exceto Deus e o que possa ajudar-te a buscá-Lo;
e assim, fechadas todas as portas, vai atrás d’Ele.
Diz a Deus: Busco o Teu rosto; Senhor, anseio por ver o Teu rosto».

Padre José Pagola

Traduzido do espanhol por Padre Telmo José Amaral de Figueiredo.
(fonte: http://padretelmofigueiredo.blogspot.com)

As festas de Junho

Efervescência cultural em torno das festas juninas revela a criatividade popular, que transforma o penar do dia a dia em festa, agregando valor à vida e sentido para a história.
Por Felipe Magalhães Francisco*

(Clique nos links que estão no artigo para acessá-los)
Em nossas tradições populares, as que se dão no mês de junho são as mais esperadas. Trata-se de ocasião bastante diversa da do carnaval e também de outras festas de cunho mais religioso, tal como o natal e a páscoa. A efervescência cultural em torno das festas juninas revela a criatividade popular, que transforma o penar do dia a dia em festa, agregando valor à vida e sentido para a história. Revela, também, a flexibilidade com a qual as pessoas vivem a própria fé.
Essa flexibilidade é própria da religiosidade popular, que lida com a dimensão oficial e tradicional da fé de maneira livre e criativa. A religiosidade popular é a maneira que o povo encontrou para viver a própria fé, de maneira não tutelada pela hierarquia religiosa, criando seus próprios mitos e narrativas, símbolos e ritos, de modo inter-religioso e sincrético. As festas juninas são o sinal mais vivo dessa forma criativa de viver a fé, que está iminentemente ligado à alegria, à superação das dificuldades diárias e à esperança. Exemplo disso são as tão iminentemente tradições religiosas ligadas à devoção a Santo Antônio e a São João, sobretudo, nesse período junino.
Refletindo sobre A religiosidade das festas juninas: tradição na modernidade, Alex Kiefer da Silva nos propõe o primeiro artigo de nossa matéria especial. No texto, o autor remonta às origens das festividades próprias deste período que marcam o solstício de verão, no hemisfério norte, e o solstício de inverno, no hemisfério sul, lendo-as em seu caráter religioso, bem como sua ressignificação cristã. Trazidas para o Brasil, essas festividades ganharam nova luz. Na modernidade, tal luz vem acompanhada de novos sentidos, que também contribuem para a mediação entre os sujeitos religiosos e o Sagrado.
Numa leitura propriamente cristã da religiosidade popular, temos o artigo: A piedade popular e os santos do mês de junho, de Rodrigo Ferreira, no qual nos aponta o valor da piedade popular, como força criativa e mantenedora da fé. No texto, o autor reflete a piedade popular, para além de sua origem junto ao povo, bem como sua recepção por meio de documentos oficiais da religião instituída.
 Fazendo uma leitura fenomenológica das festas juninas, temos o artigo Amores e quermesses juninas. No artigo, Rodrigo Ladeira reflete sobre as festas, em seu caráter de acontecimento. Elas retomam o específico do cristianismo, que é celebração de encontro de amor e alegria. O artigo-convite retoma elementos importantes dessas tradições populares, trazendo à luz seus significados e inspirações.
Boa leitura!
*Felipe Magalhães Francisco é teólogo. Articula a Editoria de Religião deste portal. É autor do livro de poemas Imprevisto (Penalux, 2015). E-mail: felipe.mfrancisco.teologia@gmail.com. (fonte: domtotal.com)

Dia de Portugal/2018

Nona edição da maior festa da comunidade portuguesa na região ocorrerá no Largo Marquês de Monte Alegre, em frente ao Santuário Santo Antonio do Valongo.

A comunidade do Santuário sente-se honrada por poder compartilhar da alegria da Colônia Portuguesa, não somente pelos laços que unem os dois povos como também a origem de nosso Padroeiro: Santo Antonio.

Santo Antonio de Lisboa e de Pádua

O nome original de Santo Antônio era Fernando de Bulhões. Ele nasceu em 1195, em Lisboa, numa família nobre e rica. Educado em Coimbra, tornou-se membro da Ordem de Santo Agostinho e foi ordenado sacerdote aos 25 anos. Desejoso de conhecer Francisco de Assis foi à Itália. Daí em diante, convidado por São Francisco a lecionar Teologia aos frades, o Santo permanece na Itália até falecer, em Pádua, em  13 de junho de 1231.

Participação do Santuário

Além da Missa Campal, que será celebrada às 9h00, em frente ao Santuário, também estaremos juntos com a colonia portuguesa e todo o público presente ao evento. Para isso, o Santuário permanecerá aberto durante todo o dia e nossa Quermesse funcionará normalmente.


A Festa

Um dia repleto de sons, cheiros, cores e tradições. Assim pode ser descrito o Dia de Portugal, que será realizado em 10 de junho (domingo). O evento está em sua nona edição e já se consolidou como a maior festa da comunidade portuguesa na região, atraindo milhares de pessoas todos os anos. A festa será no Largo Marquês de Monte Alegre, no Centro Histórico de Santos, das 9 às 18 horas. Haverá apresentações de fadistas, grupos musicais e ranchos folclóricos, além de artesanato, comidas típicas, os tradicionais e deliciosos doces portugueses e sorteios de brindes.
Clique para ver a Programação da Festa
O evento, que é voltado para a comunidade portuguesa e os moradores da região, costuma atrair de três mil a cinco mil pessoas a cada edição. Famílias inteiras tingem de verde e vermelho o Centro Histórico da Cidade, ao lado do Santuário do Valongo e do Museu Pelé. A programação cultural terá várias apresentações. Fadistas, grupos musicais e ranchos folclóricos ligados à Portugal levarão ao palco modas cantadas e bailadas de diversas regiões de Portugal, com trajes genuínos e utensílios típicos. Uma oportunidade para portugueses, descendentes, santistas e turistas, que poderão conhecer melhor ou simplesmente matar saudade da rica cultura lusitana (clique programação, abaixo). Mais do que uma ótima opção de lazer para crianças, jovens, adultos e idosos, o Dia de Portugal visa resgatar a cultura portuguesa na Baixada Santista e valorizar a forte influência lusitana na formação do povo e da cultura santista. A fim de movimentar ainda mais o Centro Histórico e contribuir com a festa, restaurantes do entorno estarão abertos, servindo pratos típicos da culinária portuguesa.


Artesanato e comida

Durante todo o dia, quem quiser conhecer um pouco mais da cultura lusitana poderá visitar as tendas com artesanatos. Como nas edições anteriores, também estarão lá os famosos trabalhos manuais das Bordadeiras do Morro São Bento, que perpetuam em Santos a arte secular da Ilha da Madeira. Sucesso de crítica e público, os tradicionais pratos típicos da culinária portuguesa também estarão à venda. Quem comprar, além de se deliciar com receitas doces e salgadas, ainda estará ajudando a Escola Portuguesa, que atende crianças carentes, e que receberá a renda obtida durante a festa. Aqueles que quiserem guardar uma lembrança do evento também poderão comprar camisetas, canecas e chaveiros com a logomarca do Dia de Portugal. E, como sempre, para que todos entrem no clima da festa e a colaborem para a deixar ainda mais bonita, os organizadores sugerem ao público que vá vestido com adereços ou roupas que lembrem as cores de Portugal.


Apresentações

A programação terá início às 9 horas, com missa campal em frente Santuário Santo Antônio do Valongo. Às 10 horas, haverá apresentação do Orfeão do Centro Cultural Português, seguida pela solenidade de abertura, às 10h30, com autoridades locais e representantes de entidades da comunidade portuguesa. As apresentações musicais terão início em seguida, às 11 horas, e seguirão até as 18 horas. A 9ª Edição do Dia de Portugal é uma realização do Consulado Honorário de Portugal em Santos e do Conselho das Comunidades Portuguesas, com o apoio da Prefeitura de Santos.

"Domingo da Ascensão do Senhor" e "Dia das Mães" - 13/05/2018

Reflexão de Frei Gustavo Medella, OFM sobre a "Ascensão do Senhor"

Reflexão sobre o "Dia das Mães" - Frei Vitório Mazzuco, OFM

"Sobre o materno modo de amar"

Se perguntasse pela capacidade de amar do ser humano encontraria muitas respostas, porém existe um único e incontestável modelo: amor de Mãe! Persistência, fé, entrega, disciplina, jeito prestativo, cuidado caseiro, lágrimas silenciosas, horizonte largo de inúmeras preocupações, de ver só qualidade no filho mesmo quando o filho, muitas vezes, é só estrada e distância.

Podemos até entrar nesta fome de comprar, visitar vitrines, escolher presentes para o Dia das Mães, mas nada é maior do que o presente que recebemos: ter uma mãe, ou como no meu caso, uma mãe já estabelecida na eternidade. Que presente é este? Ter sentimentos para sempre, saudades para sempre, certeza de pertencer a esta substância humana e divina que somos, porque uma raiz espiritual foi plantada em nós pela prece frequente de mãe. Sentir-se ovelha pequenina conduzida por divina pastora que jamais deixa de estar perto do rebanho.

Penso em mãe e penso naquele Amor de rotina e trabalho prazeroso, tolerância, carinho, habilidade em administrar conflitos, responsabilidade, atividade criativa em ajeitar gavetas, guardar roupas espalhadas, espanar poeira, ter tempo para a cozinha, trabalhar dentro e fora e ainda pintar as unhas maltratadas por detergentes e dizer baixinho: ainda sou a estética feminina unindo beleza a tanta coisa para arrumar.

Será que a espécie humana estaria ainda viva sem ela? Último ponto de encontro do clã, da família, daquele costume de ir à casa dela num domingo de tarde, para, num café com bolo, viver a única sociedade possível: aquela que se encontra ao redor de uma mesa para jogar conversa fora. Casa de mãe é uma praça de união simbiótica: viver separadamente juntos, mas correr na hora que há necessidade de alimento, alento e proteção. Alguém de nós esqueceu o cheiro da casa da mãe? Perfume da terra de nossa infância, de nossos brincantes quintais, de crise de choro e aquelas palmadas pedagogicamente corretas que mandaram andar direito. Na mãe nascemos plenamente cada dia.

A mãe nos ensinou que amor é ação, doação desinteressada, fez deste modo de dar-se não um sacrifício, mas uma virtude, uma expressão de potência, porque em cada detalhe do amoroso cuidado, entrega a sua inteireza. Neste modo encontramos a afirmação incondicional da vida. Do ventre materno saímos e na medida do mesmo amor nos encontramos neste segundo domingo de maio.  À minha mãe que já está no céu, peço a bênção! A todas as mães que necessariamente devem ser celebradas, o meu abraço e beijo! Feliz Dia das Mães!

 Frei Vitório Mazzuco, OFM


"Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós" - Jo 15, 1-8 - 29/04/2018

Na Liturgia deste V Domingo da Páscoa, vemos, na 1a Leitura (At 9,26-31), a volta de Paulo a Jerusalém, depois da conversão e das dificuldades por ele encontradas para integrar-se na comunidade cristã. O caminho da integração da vida requer determinação e paciência. A comunidade precisa ter o coração aberto a novos membros que vêm de experiências diferentes, Deus não nos pede licença para agir diferente da forma que pensamos, rezamos e agimos. Cristianismo não é só um encontro pessoal com Jesus Cristo, mas também uma experiência de partilha da fé e do amor com as pessoas.

Na comunidade, não existe só perseguição, o texto mostra as comunidades em paz e em comunhão de amor. Para crescer na fé e viver bem em comunidade, temos que ter as seguintes características, que estavam presentes no Apóstolo Paulo:

- Encontrar-se com o Senhor;
- Escutar a Palavra, dialogar com Deus e com as pessoas;
- Permanecer em oração;
- Mudar atitudes e agir com humildade, sem resistências diante das adversidades;
- Comungar a vida, o espírito de partilha e o compromisso com o projeto do Reino de Deus.

Na 2ª Leitura (1Jo 3,18-24), o Apóstolo João destaca que o verdadeiro amor não se manifesta apenas com palavras, mas também e, principalmente, com gestos concretos, sinal seguro de que o Espírito de Cristo permanece em nós. Uma das exigências para ser um bom cristão é o testemunho de vida. Não haverá humanidade nova, se não houver, em primeiro lugar, pessoas novas que firmaram suas vidas na potência divina. “O homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres, ou, então, se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas”, já dizia o Papa Paulo VI (Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi sobre a Evangelização no Mundo Contemporâneo, 41).

A dimensão horizontal da vida se torna, assim, critério da dimensão vertical, isto é, geralmente, se vive, como se reza. Se rezamos bem, viveremos bem, caso contrário, devemos ver a forma que estamos rezando, pois é impossível fazer a experiência de Deus e viver uma vida incoerente com a fé que professamos. Crer em Deus é dar crédito a Ele como valor absoluto, por ele fazemos o bem, somos capazes de renúncias, sacrifícios e gestos heroicos. Quando amamos a Deus de forma absoluta, somos livres e ninguém nos tirará essa alegria, amaremos as pessoas não porque necessariamente merecem, mas porque obedecemos a Deus, Ele determina o nosso agir.

No Evangelho (Jo 15,1-8), o povo de Deus é apresentado sob a imagem agrícola da vinha. O critério para saber se existe comunhão com Deus são os frutos, manifestados pela observância dos mandamentos e pelo amor fraterno. Algumas questões fundamentais deste evangelho: Que frutos produzimos para o projeto do Reino? É possível viver a fé sem vínculo com a comunidade?

O Apóstolo Paulo, após a experiência com o ressuscitado, viveu sozinho ou em comunidade? Diante dos fracassos dos outros, como nos comportamos? Depois que entrei para determinado seguimento pastoral, aumentou a caridade em mim, sou mais humilde, sou fiel ao dízimo? Sempre comento com alguns irmãos no ministério e com alguns seminaristas que duas coisas que admiro nos consagrados e, também, nos líderes cristãos são: se são trabalhadores e se vivem a caridade, pois alguns sabem tudo de ritos litúrgicos, de baixar a cabeça, erguer a cabeça etc., mas se esquecem de que a maior virtude é a caridade.

Em comunidade, podemos nos digladiar em debates calorosos, discordar nas ideias, defender nosso ponto de vista, mas, acabando este momento, amar a pessoa como ícone de Deus.

Se, por causa de uma discussão, nos fecharmos aos outros, é sinal de grande imaturidade. “Nas coisas essenciais, a unidade; nas coisas não essenciais, a liberdade; em todas as coisas, a caridade (Santo Agostinho).

Pe. Leomar Antonio Montagna

Semana Santa/2018


Clique na imagem abaixo para acessar o rico 
material de reflexão, diretamente do site dos
Franciscanos Menores


"não façais da casa de meu Pai casa de comércio..." - Jo 2, 13-25 - 04/03/2018




Colocar em prática o Evangelho hoje:

• Como é que podemos encontrar Deus e chegar até Ele? Como podemos perceber as propostas de Deus e descobrir os seus caminhos? O Evangelho deste domingo responde: é olhando para Jesus. Nas palavras e nos gestos de Jesus, Deus revela-Se aos homens e manifesta-lhes o seu amor, oferece aos homens a vida plena, faz-Se companheiro de caminhada dos homens e aponta-lhes caminhos de salvação. Neste tempo de Quaresma – tempo de caminhada para a vida nova do Homem Novo – somos convidados a olhar para Jesus e a descobrir nas suas indicações, no seu anúncio, no seu “Evangelho” essa proposta de vida nova que Deus nos quer apresentar.

• Os cristãos são aqueles que aderiram a Cristo, que aceitaram integrar a sua comunidade, que comeram a sua carne e beberam o seu sangue, que se identificaram com Ele. Membros do Corpo de Cristo, os cristãos são pedras vivas desse novo Templo onde Deus Se manifesta ao mundo e vem ao encontro dos homens para lhes oferecer a vida e a salvação. Esta realidade supõe naturalmente, para os crentes, uma grande responsabilidade… 

 Os homens do nosso tempo têm de ver no rosto dos cristãos o rosto bondoso e terno de Deus; têm de experimentar, nos gestos de partilha, de solidariedade, de serviço, de perdão dos cristãos, a vida nova de Deus; têm de encontrar, na preocupação dos cristãos com a justiça e com a paz, o anúncio desse mundo novo que Deus quer oferecer a todos os homens. Talvez o facto de Deus parecer tão ausente da vida, das preocupações e dos valores dos homens do nosso tempo tenha a ver com o facto de os discípulos de Jesus se demitirem da sua missão e da sua responsabilidade… O nosso testemunho pessoal é um sinal de Deus para os irmãos que caminham ao nosso lado? A vida das nossas comunidades dá testemunho da vida de Deus? A Igreja é essa “casa de Deus” onde qualquer homem ou qualquer mulher pode encontrar essa proposta de libertação e de salvação que Deus oferece a todos?

• Qual é o verdadeiro culto que Deus espera? Evidentemente, não são os ritos solenes e pomposos, mas vazios, estéreis e balofos. O culto que Deus aprecia é uma vida vivida na escuta das suas propostas e traduzida em gestos concretos de doação, de entrega, de serviço simples e humilde aos irmãos. Quando somos capazes de sair do nosso comodismo e da nossa auto-suficiência para ir ao encontro do pobre, do marginalizado, do estrangeiro, do doente, estamos a dar a resposta “litúrgica” adequada ao amor e à generosidade de Deus para connosco.

• Ao gesto profético de Jesus, os líderes judaicos respondem com incompreensão e arrogância. Consideram-se os donos da verdade e os únicos intérpretes autênticos da vontade divina. Instalados nas suas certezas e preconceitos, nem sequer admitem que a denúncia que Jesus faz esteja correcta. A sua auto-suficiência impede-os de ver para além dos seus projectos pessoais e de descobrir os projectos de Deus. Trata-se de uma atitude que, mais uma vez, nos questiona… Quando nos barricamos atrás de certezas absolutas e de atitudes intransigentes, podemos estar a fechar o nosso coração aos desafios e à novidade de Deus.

(fonte:www.dehonianos.org)
Pe. Joaquim Garrido, Pe. Manuel Barbosa e Pe. José O. Carvalho
Padres Dehonianos de Portugal

Franciscanos lançam entrevistas valiosíssimas sobre a CF/2018

Os links estão a seguir, na imagem, são matérias curtas.
É só ir rolando pra baixo e ir clicando nas matérias que quer ouvir.

Especial Campanha da Fraternidade 2018 - Província Franciscana

Série de entrevistas sobre a Campanha da Fraternidade 2018, Fraternidade e Superação da Violência.

Mensagem do Papa sobre a Campanha da Fraternidade/2018

Mensagem do Papa, traduzida para o Português.



Eis na íntegra a mensagem do Papa:

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!
Neste tempo quaresmal, de bom grado me uno à Igreja no Brasil para celebrar a Campanha “Fraternidade e a superação da violência”, cujo objetivo é construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência. Desse modo, a Campanha da Fraternidade de 2018 nos convida a reconhecer a violência em tantos âmbitos e manifestações e, com confiança, fé e esperança, superá-la pelo caminho do amor visibilizado em Jesus Crucificado.

Jesus veio para nos dar a vida plena (cf. Jo 10, 10). Na medida em que Ele está no meio de nós, a vida se converte num espaço de fraternidade, de justiça, de paz, de dignidade para todos (cf. Exort. Apost. Evangelii gaudium, 180). Este tempo penitencial, onde somos chamados a viver a prática do jejum, da oração e da esmola nos faz perceber que somos irmãos. Deixemos que o amor de Deus se torne visível entre nós, nas nossas famílias, nas comunidades, na sociedade.

“É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação” (1 Co 6,2; cf. Is 49,8), que nos traz a graça do perdão recebido e oferecido. O perdão das ofensas é a expressão mais eloquente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir. Às vezes, como é difícil perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração, a paz. Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança é condição necessária para se viver como irmãos e irmãs e superar a violência. Acolhamos, pois, a exortação do Apóstolo: “Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento” (Ef 4, 26).

Sejamos protagonistas da superação da violência fazendo-nos arautos e construtores da paz. Uma paz que é fruto do desenvolvimento integral de todos, uma paz que nasce de uma nova relação também com todas as criaturas. A paz é tecida no dia-a-dia com paciência e misericórdia, no seio da família, na dinâmica da comunidade, nas relações de trabalho, na relação com a natureza. São pequenos gestos de respeito, de escuta, de diálogo, de silêncio, de afeto, de acolhida, de integração, que criam espaços onde se respira a fraternidade: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), como destaca o lema da Campanha da Fraternidade deste ano. Em Cristo somos da mesma família, nascidos do sangue da cruz, nossa salvação. As comunidades da Igreja no Brasil anunciem a conversão, o dia da salvação para conviverem sem violência.

Peço a Deus que a Campanha da Fraternidade deste ano anime a todos para encontrar caminhos de superação da violência, convivendo mais como irmãos e irmãs em Cristo. Invoco a proteção de Nossa Senhora da Conceição Aparecida sobre o povo brasileiro, concedendo a Bênção Apostólica. Peço que todos rezem por mim.



Vaticano, 27 de janeiro de 2018.

[Franciscus PP.]

Mensagem de Dom Tarcísio Scaramussa e do Papa Francisco para a Quaresma/2018

Vídeo da Mensagem de Dom Tarcísio Scaramussa, Bispo Diocesano de Santos.



Abaixo o vídeo de apresentação da mensagem e, logo a seguir, a Mensagem do Papa Francisco.



Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma, texto.



MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA A QUARESMA DE 2018
«Porque se multiplicará a iniquidade,
vai resfriar o amor de muitos» (
Mt 24, 12)

Amados irmãos e irmãs!
Mais uma vez vamos encontrar-nos com a Páscoa do Senhor! Todos os anos, com a finalidade de nos preparar para ela, Deus na sua providência oferece-nos a Quaresma, «sinal sacramental da nossa conversão»,[1] que anuncia e torna possível voltar ao Senhor de todo o coração e com toda a nossa vida.
Com a presente mensagem desejo, este ano também, ajudar toda a Igreja a viver, neste tempo de graça, com alegria e verdade; faço-o deixando-me inspirar pela seguinte afirmação de Jesus, que aparece no evangelho de Mateus: «Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos» (24, 12).
Esta frase situa-se no discurso que trata do fim dos tempos, pronunciado em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, precisamente onde terá início a paixão do Senhor. Dando resposta a uma pergunta dos discípulos, Jesus anuncia uma grande tribulação e descreve a situação em que poderia encontrar-se a comunidade dos crentes: à vista de fenómenos espaventosos, alguns falsos profetas enganarão a muitos, a ponto de ameaçar apagar-se, nos corações, o amor que é o centro de todo o Evangelho.
Os falsos profetas
Escutemos este trecho, interrogando-nos sobre as formas que assumem os falsos profetas?
Uns assemelham-se a «encantadores de serpentes», ou seja, aproveitam-se das emoções humanas para escravizar as pessoas e levá-las para onde eles querem. Quantos filhos de Deus acabam encandeados pelas adulações dum prazer de poucos instantes que se confunde com a felicidade! Quantos homens e mulheres vivem fascinados pela ilusão do dinheiro, quando este, na realidade, os torna escravos do lucro ou de interesses mesquinhos! Quantos vivem pensando que se bastam a si mesmos e caem vítimas da solidão!
Outros falsos profetas são aqueles «charlatães» que oferecem soluções simples e imediatas para todas as aflições, mas são remédios que se mostram completamente ineficazes: a quantos jovens se oferece o falso remédio da droga, de relações passageiras, de lucros fáceis mas desonestos! Quantos acabam enredados numa vida completamente virtual, onde as relações parecem mais simples e ágeis, mas depois revelam-se dramaticamente sem sentido! Estes impostores, ao mesmo tempo que oferecem coisas sem valor, tiram aquilo que é mais precioso como a dignidade, a liberdade e a capacidade de amar. É o engano da vaidade, que nos leva a fazer a figura de pavões para, depois, nos precipitar no ridículo; e, do ridículo, não se volta atrás. Não nos admiremos! Desde sempre o demónio, que é «mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44), apresenta o mal como bem e o falso como verdadeiro, para confundir o coração do homem. Por isso, cada um de nós é chamado a discernir, no seu coração, e verificar se está ameaçado pelas mentiras destes falsos profetas. É preciso aprender a não se deter no nível imediato, superficial, mas reconhecer o que deixa dentro de nós um rasto bom e mais duradouro, porque vem de Deus e visa verdadeiramente o nosso bem.
Um coração frio
Na Divina Comédia, ao descrever o Inferno, Dante Alighieri imagina o diabo sentado num trono de gelo;[2] habita no gelo do amor sufocado. Interroguemo-nos então: Como se resfria o amor em nós? Quais são os sinais indicadores de que o amor corre o risco de se apagar em nós?
O que apaga o amor é, antes de mais nada, a ganância do dinheiro, «raiz de todos os males» (1 Tm 6, 10); depois dela, vem a recusa de Deus e, consequentemente, de encontrar consolação n'Ele, preferindo a nossa desolação ao conforto da sua Palavra e dos Sacramentos.[3] Tudo isto se permuta em violência que se abate sobre quantos são considerados uma ameaça para as nossas «certezas»: o bebé nascituro, o idoso doente, o hóspede de passagem, o estrangeiro, mas também o próximo que não corresponde às nossas expetativas.
A própria criação é testemunha silenciosa deste resfriamento do amor: a terra está envenenada por resíduos lançados por negligência e por interesses; os mares, também eles poluídos, devem infelizmente guardar os despojos de tantos náufragos das migrações forçadas; os céus – que, nos desígnios de Deus, cantam a sua glória – são sulcados por máquinas que fazem chover instrumentos de morte.
E o amor resfria-se também nas nossas comunidades: na Exortação apostólica Evangelii gaudium procurei descrever os sinais mais evidentes desta falta de amor. São eles a acédia egoísta, o pessimismo estéril, a tentação de se isolar empenhando-se em contínuas guerras fratricidas, a mentalidade mundana que induz a ocupar-se apenas do que dá nas vistas, reduzindo assim o ardor missionário.[4]
Que fazer?
Se porventura detetamos, no nosso íntimo e ao nosso redor, os sinais acabados de descrever, saibamos que, a par do remédio por vezes amargo da verdade, a Igreja, nossa mãe e mestra, nos oferece, neste tempo de Quaresma, o remédio doce da oração, da esmola e do jejum.
Dedicando mais tempo à oração, possibilitamos ao nosso coração descobrir as mentiras secretas, com que nos enganamos a nós mesmos,[5] para procurar finalmente a consolação em Deus. Ele é nosso Pai e quer para nós a vida.
A prática da esmola liberta-nos da ganância e ajuda-nos a descobrir que o outro é nosso irmão: aquilo que possuo, nunca é só meu. Como gostaria que a esmola se tornasse um verdadeiro estilo de vida para todos! Como gostaria que, como cristãos, seguíssemos o exemplo dos Apóstolos e víssemos, na possibilidade de partilhar com os outros os nossos bens, um testemunho concreto da comunhão que vivemos na Igreja. A este propósito, faço minhas as palavras exortativas de São Paulo aos Coríntios, quando os convidava a tomar parte na coleta para a comunidade de Jerusalém: «Isto é o que vos convém» (2 Cor 8, 10). Isto vale de modo especial na Quaresma, durante a qual muitos organismos recolhem coletas a favor das Igrejas e populações em dificuldade. Mas como gostaria também que no nosso relacionamento diário, perante cada irmão que nos pede ajuda, pensássemos: aqui está um apelo da Providência divina. Cada esmola é uma ocasião de tomar parte na Providência de Deus para com os seus filhos; e, se hoje Ele Se serve de mim para ajudar um irmão, como deixará amanhã de prover também às minhas necessidades, Ele que nunca Se deixa vencer em generosidade?[6]
Por fim, o jejum tira força à nossa violência, desarma-nos, constituindo uma importante ocasião de crescimento. Por um lado, permite-nos experimentar o que sentem quantos não possuem sequer o mínimo necessário, provando dia a dia as mordeduras da fome. Por outro, expressa a condição do nosso espírito, faminto de bondade e sedento da vida de Deus. O jejum desperta-nos, torna-nos mais atentos a Deus e ao próximo, reanima a vontade de obedecer a Deus, o único que sacia a nossa fome.
Gostaria que a minha voz ultrapassasse as fronteiras da Igreja Católica, alcançando a todos vós, homens e mulheres de boa vontade, abertos à escuta de Deus. Se vos aflige, como a nós, a difusão da iniquidade no mundo, se vos preocupa o gelo que paralisa os corações e a ação, se vedes esmorecer o sentido da humanidade comum, uni-vos a nós para invocar juntos a Deus, jejuar juntos e, juntamente connosco, dar o que puderdes para ajudar os irmãos!
O fogo da Páscoa
Convido, sobretudo os membros da Igreja, a empreender com ardor o caminho da Quaresma, apoiados na esmola, no jejum e na oração. Se por vezes parece apagar-se em muitos corações o amor, este não se apaga no coração de Deus! Ele sempre nos dá novas ocasiões, para podermos recomeçar a amar.
Ocasião propícia será, também este ano, a iniciativa «24 horas para o Senhor», que convida a celebrar o sacramento da Reconciliação num contexto de adoração eucarística. Em 2018, aquela terá lugar nos dias 9 e 10 de março – uma sexta-feira e um sábado –, inspirando -se nestas palavras do Salmo 130: «Em Ti, encontramos o perdão» (v. 4). Em cada diocese, pelo menos uma igreja ficará aberta durante 24 horas consecutivas, oferecendo a possibilidade de adoração e da confissão sacramental.
Na noite de Páscoa, reviveremos o sugestivo rito de acender o círio pascal: a luz, tirada do «lume novo», pouco a pouco expulsará a escuridão e iluminará a assembleia litúrgica. «A luz de Cristo, gloriosamente ressuscitado, nos dissipe as trevas do coração e do espírito»,[7] para que todos possamos reviver a experiência dos discípulos de Emaús: ouvir a palavra do Senhor e alimentar-nos do Pão Eucarístico permitirá que o nosso coração volte a inflamar-se de fé, esperança e amor.
Abençoo-vos de coração e rezo por vós. Não vos esqueçais de rezar por mim.
Vaticano, 1 de Novembro de 2017
Solenidade de Todos os Santos
Francisco


[1] Missal Romano, I Domingo da Quaresma, Oração Coleta.
[2] «Imperador do reino em dor tamanho / saía a meio peito ao gelo baço» (Inferno XXXIV, 28-29).
[3] «É curioso, mas muitas vezes temos medo da consolação, medo de ser consolados. Aliás, sentimo-nos mais seguros na tristeza e na desolação. Sabeis porquê? Porque, na tristeza, quase nos sentimos protagonistas; enquanto, na consolação, o protagonista é o Espírito Santo» (Angelus, 7/XII/2014).
[4] Nn. 76-109.
[5] Cf. Bento XVI, Carta enc. Spe salvi, 33.
[6] Cf. Pio XII, Carta enc. Fidei donum, III.
[7] Missal Romano, Vigília Pascal, Lucernário.

"Jesus ensinava como quem tem autoridade..." - 28/01/2018 - Mc 1,21-28

(*) Pe. José Antonio Pagola

Jesus não foi um profissional especializado em comentar a Bíblia ou interpretar corretamente seu conteúdo. Sua palavra, clara, direta, autêntica, tem uma força diferente, que o povo sabe captar imediatamente.

O que sai dos lábios de Jesus não é um discurso. Tampouco uma instrução. Sua palavra é um chamado, uma mensagem viva que provoca impacto e abre caminho no mais profundo dos corações.

O povo fica admirado “porque ele não ensina como os escribas, e sim com autoridade”. Esta autoridade não está ligada a nenhum título ou poder social. Não provém da doutrina que ele ensina. A força de sua palavra é ele mesmo, sua pessoa, seu espírito, sua liberdade.

Jesus não é “um vendedor de ideologias”, nem um repetidor de lições aprendidas de antemão. É um mestre de vida que coloca o ser humano diante das questões mais decisivas e vitais. Um profeta que ensina a viver.

É duro reconhecer que, frequentemente, as novas gerações não encontram “mestres de vida” que elas possam escutar. Que autoridade podem ter as palavras dos dirigentes civis ou religiosos, se não estão acompanhadas de um testemunho claro de honestidade e responsabilidade pessoal?

Nossa sociedade precisa de homens e mulheres que ensinem a arte de abrir os olhos, de maravilhar-se diante da vida e interrogar-se com simplicidade sobre o sentido último da existência. Mestres que, com seu testemunho pessoal, semeiem inquietude, transmitam vida e ajudem a considerar honestamente as interrogações mais profundas do ser humano.

Dão o que pensar as palavras do escritor anarquista A. Robin, pelo que podem pressagiar para nossa sociedade: “Suprimir-se-á a fé em nome da luz; depois suprimir-se-á a luz. Suprimir-se-á a alma em nome da razão; depois suprimir-se-á a razão. Suprimir-se-á a caridade em nome da justiça; depois suprimir-se-á a justiça. Suprimir-se-á o espírito da verdade em nome do espírito crítico; depois suprimir-se-á o espírito crítico”.

O evangelho de Jesus não é algo supérfluo e inútil para uma sociedade que corre o risco de seguir tais rumos.

(*) Pe. José Antonio Pagola é sacerdote, tendo cursado Teologia e Ciências Bíblicas no Pontifício Instituto Bíblico de Roma.

Vinde e Vede! João 1,35-42 - 14/01/2018


O modo como se dava o discipulado de Jesus era muito distinto daquele dos rabinos. Na tradição rabínica, o discípulo escolhia seu mestre e por este era instruído na arte de interpretar as Escrituras.

Esta atividade de caráter intelectual desenvolvia-se numa escola onde o mestre distinguia-se pela excelência do saber e o discípulo, pelo desejo de conhecer.

O método adotado por Jesus consistia na transmissão de um modo de ser, mais do que uma ciência. Os discípulos não estavam confinados numa escola, mas se colocavam no seguimento do Mestre e aprendiam, ouvindo suas palavras e presenciando o que ele fazia em favor do povo.

Este aprendizado existencial ia transformando a vida do discípulo, num processo paulatino de assimilação de tudo que o Mestre realizava.

O discipulado, neste caso, consistia num duplo movimento. "Vinde" indicava que o discipulado se dava pela iniciativa de Jesus que convocava para o seu seguimento. Era ele quem chamava.

Cabia ao discípulo aceitar o convite. "Vede" supunha concentrar a atenção na pessoa de Jesus para captar os valores que regiam sua ação e deixar-se moldar por eles.

Os primeiros discípulos aceitaram o convite de Jesus, ficaram fascinados por ele, e saíram para partilhar com os irmãos a experiência deste encontro transformador. Quem quiser se fazer discípulo do Senhor deverá trilhar o mesmo caminho.

Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica
(fonte: domtotal.com)