As festas de Junho

Efervescência cultural em torno das festas juninas revela a criatividade popular, que transforma o penar do dia a dia em festa, agregando valor à vida e sentido para a história.
Por Felipe Magalhães Francisco*

(Clique nos links que estão no artigo para acessá-los)
Em nossas tradições populares, as que se dão no mês de junho são as mais esperadas. Trata-se de ocasião bastante diversa da do carnaval e também de outras festas de cunho mais religioso, tal como o natal e a páscoa. A efervescência cultural em torno das festas juninas revela a criatividade popular, que transforma o penar do dia a dia em festa, agregando valor à vida e sentido para a história. Revela, também, a flexibilidade com a qual as pessoas vivem a própria fé.
Essa flexibilidade é própria da religiosidade popular, que lida com a dimensão oficial e tradicional da fé de maneira livre e criativa. A religiosidade popular é a maneira que o povo encontrou para viver a própria fé, de maneira não tutelada pela hierarquia religiosa, criando seus próprios mitos e narrativas, símbolos e ritos, de modo inter-religioso e sincrético. As festas juninas são o sinal mais vivo dessa forma criativa de viver a fé, que está iminentemente ligado à alegria, à superação das dificuldades diárias e à esperança. Exemplo disso são as tão iminentemente tradições religiosas ligadas à devoção a Santo Antônio e a São João, sobretudo, nesse período junino.
Refletindo sobre A religiosidade das festas juninas: tradição na modernidade, Alex Kiefer da Silva nos propõe o primeiro artigo de nossa matéria especial. No texto, o autor remonta às origens das festividades próprias deste período que marcam o solstício de verão, no hemisfério norte, e o solstício de inverno, no hemisfério sul, lendo-as em seu caráter religioso, bem como sua ressignificação cristã. Trazidas para o Brasil, essas festividades ganharam nova luz. Na modernidade, tal luz vem acompanhada de novos sentidos, que também contribuem para a mediação entre os sujeitos religiosos e o Sagrado.
Numa leitura propriamente cristã da religiosidade popular, temos o artigo: A piedade popular e os santos do mês de junho, de Rodrigo Ferreira, no qual nos aponta o valor da piedade popular, como força criativa e mantenedora da fé. No texto, o autor reflete a piedade popular, para além de sua origem junto ao povo, bem como sua recepção por meio de documentos oficiais da religião instituída.
 Fazendo uma leitura fenomenológica das festas juninas, temos o artigo Amores e quermesses juninas. No artigo, Rodrigo Ladeira reflete sobre as festas, em seu caráter de acontecimento. Elas retomam o específico do cristianismo, que é celebração de encontro de amor e alegria. O artigo-convite retoma elementos importantes dessas tradições populares, trazendo à luz seus significados e inspirações.
Boa leitura!
*Felipe Magalhães Francisco é teólogo. Articula a Editoria de Religião deste portal. É autor do livro de poemas Imprevisto (Penalux, 2015). E-mail: felipe.mfrancisco.teologia@gmail.com. (fonte: domtotal.com)

Dia de Portugal/2018

Nona edição da maior festa da comunidade portuguesa na região ocorrerá no Largo Marquês de Monte Alegre, em frente ao Santuário Santo Antonio do Valongo.

A comunidade do Santuário sente-se honrada por poder compartilhar da alegria da Colônia Portuguesa, não somente pelos laços que unem os dois povos como também a origem de nosso Padroeiro: Santo Antonio.

Santo Antonio de Lisboa e de Pádua

O nome original de Santo Antônio era Fernando de Bulhões. Ele nasceu em 1195, em Lisboa, numa família nobre e rica. Educado em Coimbra, tornou-se membro da Ordem de Santo Agostinho e foi ordenado sacerdote aos 25 anos. Desejoso de conhecer Francisco de Assis foi à Itália. Daí em diante, convidado por São Francisco a lecionar Teologia aos frades, o Santo permanece na Itália até falecer, em Pádua, em  13 de junho de 1231.

Participação do Santuário

Além da Missa Campal, que será celebrada às 9h00, em frente ao Santuário, também estaremos juntos com a colonia portuguesa e todo o público presente ao evento. Para isso, o Santuário permanecerá aberto durante todo o dia e nossa Quermesse funcionará normalmente.


A Festa

Um dia repleto de sons, cheiros, cores e tradições. Assim pode ser descrito o Dia de Portugal, que será realizado em 10 de junho (domingo). O evento está em sua nona edição e já se consolidou como a maior festa da comunidade portuguesa na região, atraindo milhares de pessoas todos os anos. A festa será no Largo Marquês de Monte Alegre, no Centro Histórico de Santos, das 9 às 18 horas. Haverá apresentações de fadistas, grupos musicais e ranchos folclóricos, além de artesanato, comidas típicas, os tradicionais e deliciosos doces portugueses e sorteios de brindes.
Clique para ver a Programação da Festa
O evento, que é voltado para a comunidade portuguesa e os moradores da região, costuma atrair de três mil a cinco mil pessoas a cada edição. Famílias inteiras tingem de verde e vermelho o Centro Histórico da Cidade, ao lado do Santuário do Valongo e do Museu Pelé. A programação cultural terá várias apresentações. Fadistas, grupos musicais e ranchos folclóricos ligados à Portugal levarão ao palco modas cantadas e bailadas de diversas regiões de Portugal, com trajes genuínos e utensílios típicos. Uma oportunidade para portugueses, descendentes, santistas e turistas, que poderão conhecer melhor ou simplesmente matar saudade da rica cultura lusitana (clique programação, abaixo). Mais do que uma ótima opção de lazer para crianças, jovens, adultos e idosos, o Dia de Portugal visa resgatar a cultura portuguesa na Baixada Santista e valorizar a forte influência lusitana na formação do povo e da cultura santista. A fim de movimentar ainda mais o Centro Histórico e contribuir com a festa, restaurantes do entorno estarão abertos, servindo pratos típicos da culinária portuguesa.


Artesanato e comida

Durante todo o dia, quem quiser conhecer um pouco mais da cultura lusitana poderá visitar as tendas com artesanatos. Como nas edições anteriores, também estarão lá os famosos trabalhos manuais das Bordadeiras do Morro São Bento, que perpetuam em Santos a arte secular da Ilha da Madeira. Sucesso de crítica e público, os tradicionais pratos típicos da culinária portuguesa também estarão à venda. Quem comprar, além de se deliciar com receitas doces e salgadas, ainda estará ajudando a Escola Portuguesa, que atende crianças carentes, e que receberá a renda obtida durante a festa. Aqueles que quiserem guardar uma lembrança do evento também poderão comprar camisetas, canecas e chaveiros com a logomarca do Dia de Portugal. E, como sempre, para que todos entrem no clima da festa e a colaborem para a deixar ainda mais bonita, os organizadores sugerem ao público que vá vestido com adereços ou roupas que lembrem as cores de Portugal.


Apresentações

A programação terá início às 9 horas, com missa campal em frente Santuário Santo Antônio do Valongo. Às 10 horas, haverá apresentação do Orfeão do Centro Cultural Português, seguida pela solenidade de abertura, às 10h30, com autoridades locais e representantes de entidades da comunidade portuguesa. As apresentações musicais terão início em seguida, às 11 horas, e seguirão até as 18 horas. A 9ª Edição do Dia de Portugal é uma realização do Consulado Honorário de Portugal em Santos e do Conselho das Comunidades Portuguesas, com o apoio da Prefeitura de Santos.